O líder colombiano repudiou imediatamente as declarações, classificando-as como calúnia e ameaça injustificável.
Os Estados Unidos intensificaram dramaticamente a sua presença militar e retórica na América Latina após uma operação de grande repercussão que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa no último final de semana, em Caracas. A ação militar, coordenada pelas forças norte-americanas, foi descrita por Washington como uma operação de aplicação da lei para trazer Maduro à Justiça por acusações ligadas ao narcotráfico, narco-terrorismo e atividades criminosas internacionais. A Justiça dos EUA formalizou acusações federais contra o líder venezuelano e sua esposa em Nova York, onde ambos aguardam audiência judicial.
Em um evento sem precedentes desde a intervenção dos EUA na América Latina, o presidente Donald Trump afirmou que a operação foi bem-sucedida e reiterou sua intenção de manter presença no país até que ocorra uma ‘transição segura’ para uma nova configuração política.
Esta ação desencadeou uma série de respostas internacionais, incluindo alertas de líderes regionais sobre os riscos de uma escalada militar e acusações de violação da soberania venezuelana. Organismos internacionais, governos europeus e vizinhos latino-americanos classificaram a operação como um precedente perigoso para a estabilidade regional.
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Ameaça direta à Colômbia
Em declarações feitas a jornalistas a bordo do Air Force One, o presidente norte-americano voltou a criticar o governo colombiano, comandado pelo presidente Gustavo Petro. Trump afirmou que a Colômbia está “muito doente” e insinuou ligação do país com a produção de cocaína, afirmando que uma operação militar sobre Bogotá “soa bem para mim”.
O líder colombiano repudiou imediatamente as declarações, classificando-as como calúnia e ameaça injustificável. Petro afirmou que tais afirmações desrespeitam a soberania e a democracia colombianas e pediu unidade entre os países da América Latina para enfrentar declarações beligerantes. A reação de Bogotá reforça o temor de um agravamento das relações diplomáticas, justamente em um momento de fragilidade regional após os eventos relacionados à Venezuela.
Reações globais e regionais
• Colômbia e países vizinhos manifestaram preocupação com a possibilidade de intervenção militar e pediram respeito à legislação internacional.
• Líderes da União Europeia e da América Latina publicaram declarações afirmando que a ação unilateral dos EUA constitui um risco para a paz e segurança na região.
• O governo venezuelano denunciou a operação como uma agressão militar grave e acusou Washington de violar o direito internacional.
Contexto e implicações

Fotos: Reprodução/Google
A captura de Maduro se soma a um período de tensões crescentes entre os EUA e Caracas, que já vinham de confrontos navais e ataques direcionados a embarcações suspeitas de tráfico desde 2025. A administração Trump tem justificado seus movimentos sob o argumento de combater o narcotráfico e proteger a segurança interna dos Estados Unidos, embora grupos de especialistas e observadores independentes classifiquem muitas dessas alegações como não corroboradas por evidências claras.
Analistas apontam que, mesmo sem uma declaração formal de guerra, os recentes eventos representam uma mudança estratégica significativa na atuação militar e política dos EUA na América Latina.
Fontes:
Trump ameaça ação militar contra Colômbia após ataque na Venezuela — News24
Trump elogia operação e afirma que os EUA assumirão controle da Venezuela — Gazeta Brasil
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