17 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Ciência e Tecnologia - 21/03/2024

Telescópio James Webb encontra uma das maiores e mais antigas galáxias

Compartilhar:
Foto: Reprodução Google

Pesquisadores achavam ser apenas um ponto de luz, mas, na verdade, é um dos sistemas mais massivo já visto

Uma equipe de cientistas detectou que o que antes achavam que era apenas um ponto de luz visto pelo Telescópio Hubble é, na verdade, uma galáxia gigante. Através das imagens obtidas com o Telescópio James Webb (JWST) foi encontrada a galáxia Gz9p3, uma das mais massivas e antigas já vistas.

 

A descoberta surpreendeu os cientistas quando foi identificado que ela tem dez vezes mais massa do que a galáxia já encontrada que seria do período da “infância” do universo. O estudo publicado na Nature Astronomy permitiu conhecer mais sobre a formação de sistemas e estrelas.

 

Com o Telescópio James Webb foi possível enxergar a galáxia Gz9p3 como era 510 milhões de anos depois do Big Bang. Para comparação, hoje o universo tem 13,8 bilhões. Como os raios demoram para chegar à Terra, só conseguimos ver as imagens anos-luz depois de terem acontecido.

 

Veja também

 

Ciência define a partir de qual idade a pessoa é "velha"

Eixos temáticos serão base para Conferência Estadual de CT&I do Amazonas

 

Colisão de galáxias

 

 

A Gz9p3 surgiu a partir da junção de dois outros sistemas – o que é possível detectar, pois nas imagens são vistos dois fortes pontos de luz. Essa colisão pode estar acontecendo ainda, já que estamos vendo o acontecimento de milhões de anos atrás.

 

“O JWST mostrou a imagem de uma galáxia que apresenta uma morfologia tipicamente associada a dois sistemas interagindo”, comentou o pesquisador Kit Boyett em um artigo publicado no site da Universidade de Melbourne.

 

“Quando dois objetos de grande massa se unem assim, eles descartam parte da matéria no processo. Observando esse conteúdo descartado, conseguimos entender que o que observamos é uma das fusões mais distantes já vistas.”

 

Composição de estrelas

 

 

Nessa pesquisa foi usada a espectroscopia – estudo da relação entre a radiação eletromagnética e a matéria – para entender quais elementos formavam os astros observados. Com isso, foi descoberto que as estrelas velhas e as novas têm composições diferentes. As mais antigas já transformaram todo o Hidrogênio que tinham em Hélio e depois em elementos mais pesados, chamados “metais”. Portanto, é possível diferenciar a idade das estrelas a partir da composição delas.

 

Com essas informações, os cientistas encontraram “metais” na Gz9p3 e definiram que lá, as estrelas envelhecem mais rápido do que imaginavam. A explicação é que as galáxias que estão isoladas no espaço formam estrelas mais devagar e param esse processo mais cedo do que outras.

 

Nas galáxias que estão próximas umas das outras, como a nova detectada pelo JWST, os elementos usados para formar estrelas são compartilhados entre elas. Com esses materiais disponíveis, o processo é acelerado e a população estelar é aumentada.

 

Via-Láctea

 

Fotos: Reprodução Google

 

Nossa galáxia forma estrelas lentamente, já que no momento está em uma posição afastada de outras. A previsão é que o cenário mude quando a Via-Láctea colidir com a Andromeda, daqui a 4,5 bilhões de anos. Com essa junção, é possível que o sistema volte a produzir estrelas mais rapidamente.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram. 

 

Para o futuro, Boyett comenta: “Essas observações do Gz9p3 mostram que as galáxias foram capazes de acumular massa rapidamente no universo primordial através de fusões, com formações estelar mais eficientes do que esperávamos”. E completou: “Isso, juntamente com outras observações feitas pelo JWST, está levando os astrofísicos a ajustarem seus modelos dos primeiros anos do universo”.

 

Fonte: com informações do Portal CNN Brasil 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.