Luiz Marinho, Ministro do Trabalho, comemorou a robustez do mercado de trabalho ao divulgar os dados do Caged de março
Num cenário econômico repleto de desafios, o Brasil apresenta uma reviravolta impressionante: a taxa de desemprego, mesmo com uma leve alta em relação ao trimestre anterior, atinge seu menor patamar desde 2014, marcando um sólido 7,9%. Os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ecoam uma resiliência surpreendente no mercado de trabalho nacional.
Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, destaca que este aumento sazonal no primeiro trimestre não obscurece a tendência positiva de redução do desemprego nos últimos anos.
Igor Cadilhac, economista do PicPay, sublinha a solidez do mercado de trabalho brasileiro, mesmo com a ligeira alta na taxa de desemprego, apontando para uma redução significativa quando ajustados os dados sazonalmente. Ele ressalta uma mudança notável na dinâmica da ocupação, indicando que, embora os números permaneçam fortes, há um padrão de piora nos últimos meses.
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Entre as possíveis razões para essas mudanças, destacam-se o aumento da proporção de idosos na força de trabalho e as transferências governamentais de renda, segundo o economista.
Por outro lado, os números também revelam avanços importantes: o rendimento médio das pessoas ocupadas registrou uma elevação notável, atingindo R$ 3.123, um aumento de 1,5% no trimestre e de 4,0% na comparação anual. Setores como transporte, armazenagem e correio lideram esses ganhos.
Enquanto isso, a estabilidade do emprego com carteira assinada no setor privado, em meio a uma redução geral na ocupação, sinaliza uma consolidação dos ganhos na formalização do emprego.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apresentam uma perspectiva animadora, com a criação de 244.315 vagas de emprego formal em março, representando um aumento significativo em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar da desaceleração na recuperação do mercado de trabalho, evidenciada pelo Caged menor, o saldo positivo oferece margem para políticas monetárias mais flexíveis por parte do Banco Central, sem o peso de dados robustos de geração de emprego.
Em uma coletiva de imprensa, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, celebrou a solidez do mercado de trabalho, criticando o alarmismo em torno do nível atual da taxa básica de juros. Ele ressaltou que a inflação está sob controle e que desafios como o preço dos alimentos podem ser enfrentados com medidas adequadas.

Fotos: Reprodução/Google
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Esses dados reforçam não apenas a resiliência, mas também o potencial de crescimento e estabilidade do mercado de trabalho brasileiro, mesmo em tempos de incerteza econômica global. A Pnad e o Caged, juntos, oferecem uma visão abrangente e otimista do panorama laboral do país, refletindo tanto a força dos trabalhadores formais quanto a resiliência dos informais.
Fonte: com informações do Correio Braziliense
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