30 de Abril de 2026

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Economia - 06/08/2025

Taxa de 50% imposta pelos EUA pode reduzir PIB do Amazonas

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Foto: Reprodução/Google

Indústrias de motocicletas, máquinas e aparelhos de escritório devem ser afetadas com a tarifa

Entraram em vigor nesta quarta-feira, 6, as novas tarifas de 50% aplicadas pelo governo dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. A medida, assinada pelo presidente norte-americano Donald Trump na semana passada, atinge aproximadamente 35,9% das mercadorias enviadas pelo Brasil ao mercado americano, o equivalente a 4% do total das exportações nacionais.

 

Embora a dependência brasileira do mercado norte-americano tenha diminuído nas últimas décadas, o impacto da taxação preocupa segmentos produtivos da Zona Franca de Manaus (ZFM). Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), três dos seis principais produtos exportados pelo Amazonas estão na lista dos que sofrerão aumento tarifário: motocicletas, máquinas e aparelhos de escritório e rodas dentadas. Esses itens são parte importante do Polo Industrial de Manaus (PIM), que em 2024 exportou cerca de US$ 99,8 milhões para os EUA, equivalentes a 10,3% das vendas externas do estado.

 

De acordo com estimativas da CNI, mesmo com a baixa participação das exportações no faturamento total do PIM — apenas 1,5% da produção local é direcionada ao mercado externo — o tarifaço poderá provocar uma retração de R$ 1,145 milhão no Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas. Isso corresponde a uma queda de 0,67% na economia estadual.


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O impacto direto será mais sentido pelos fabricantes de motocicletas e insumos industriais, que já enfrentam desafios de competitividade e custos logísticos. Além disso, o aumento no preço final dos produtos brasileiros nos EUA pode abrir espaço para concorrentes asiáticos e mexicanos avançarem sobre esse mercado.

 

Por outro lado, cerca de 700 produtos foram poupados da nova taxação, incluindo itens dos setores aeronáutico, energético e de parte do agronegócio, como suco de laranja e castanha-do-brasil. Ainda assim, líderes empresariais avaliam que o tarifaço cria insegurança comercial num momento em que o Brasil busca expandir acordos e diversificar destinos das exportações.


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O governo federal e entidades representativas do setor industrial estudam medidas diplomáticas e jurídicas para tentar reverter ou mitigar os efeitos da nova tarifa, classificada por autoridades brasileiras como um ato de protecionismo sob justificativa de segurança nacional.


Fonte: com informações do Portal Tucumã

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