16 de Fevereiro de 2026

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Economia - 30/07/2025

Tarifaço: Brasil continua sem acesso à Casa Branca

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Foto: Reprodução/Google

A dois dias para a taxação dos 50%, não há canal de diálogo do governo brasileiro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

A 48 horas do tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os produtos brasileiros, integrantes do governo e senadores tentam, sem sucesso, abrir um canal de negociação com a Casa Branca. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou o posicionamento do Brasil ante a imposição unilateral da sobretaxa de 50% sobre produtos nacionais. "Tem de haver uma preparação antes, para que seja uma coisa respeitosa, para que os dois povos se sintam valorizados à mesa de negociação e não haja um sentimento de viralatismo, de subordinação", disse Haddad, ao falar com jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda.

 

Apesar da tensão, o ministro deixou claro que o Brasil continuará buscando entendimento com os EUA. "O Brasil nunca abandonou a mesa de negociação", disse. "Acredito que esta semana haja algum sinal de interesse em conversar. Está ficando mais claro o nosso ponto de vista, inclusive para autoridades dos EUA."Sobre a data anunciada pelos Estados Unidos para a entrada em vigor das tarifas, Haddad minimizou seu impacto imediato. "Não sei se vai dar até dia primeiro. Mas o que importa não é essa data fatídica. Não é uma data fatídica. É uma data que pode ser alterada por eles, pode entrar em vigor e nós nos sentarmos e rapidamente concluímos uma negociação", afirmou.

 

A possibilidade de uma conversa direta entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump foi descartada, por ora, por não seguir o protocolo necessário. "Não é uma questão de sair correndo atrás. É preciso uma liturgia, um protocolo. O presidente Lula representa o povo brasileiro. E respeito à soberania passa por isso."

 

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Em resposta à crise comercial, o governo federal já estruturou um plano de contingência para reduzir os impactos da medida americana sobre a produção e o emprego no Brasil. De acordo com Haddad, o plano foi apresentado ao presidente Lula, que, segundo o ministro, demonstrou tranquilidade e confiança. "Estamos muito confiantes de que preparamos um trabalho robusto para enfrentar esse momento, que é externo e não foi criado por nós. O Brasil vai cuidar das suas empresas, dos seus trabalhadores e, ao mesmo tempo, manter a busca por racionalidade e respeito mútuo."O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Midc), Geraldo Alckmin, continuou realizando reuniões com setores afetados pelo tarifaço. Ontem, foi a vez de representantes de empresas da área de tecnologia e, segundo Alckmin, a reunião "foi bastante proveitosa".

 
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Ele tem buscado interlocução com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, mas também não teve avanços nas conversas. Uma pessoa que acompanha o dia a dia na Esplanada avaliou que o diálogo ganhou tração ao longo dos últimos dias e que o governo ainda "não jogou a toalha". A assessoria de Alckmin afirmou, oficialmente, que a prioridade do governo continua sendo a negociação geral em torno da tarifa de 50% anunciada por Donald Trump, e não a exclusão de setores específicos, como alimentos e aviões da Embraer. 

 

Fonte: com informações Correio Braziliense

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