08 de Maio de 2026

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Violência contra Mulher - 20/12/2022

Talibã proíbe mulheres de frequentar universidades no Afeganistão

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Foto: Reprodução

Desde que o grupo fundamentalista islâmico recuperou o controle do país, universidades adotaram novas regras, entre elas a segregação por gênero

As autoridades do Talibã anunciaram, nesta terça-feira, a proibição do acesso de mulheres à educação universitária em todo o Afeganistão por um período indeterminado, segundo uma carta do Ministério do Ensino Superior enviada a todas as universidades públicas e privadas.

 

"Recomenda-se que implementem a ordem de suspender a educação das mulheres até novo aviso", indica o documento, publicado pelo ministro Neda Mohammad Nadeem.

 

A proibição de acesso ao ensino superior chega menos de três meses depois que milhares de mulheres realizaram as provas de acesso à universidade, uma espécie de vestibular, em todo o país. Não ficou claro quantas mulheres serão prejudicadas com a medida, já que desde que as universidades reabriram, em fevereiro, apenas um número reduzido delas voltou às aulas.

 

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— Estou realmente chocada. A última esperança que eu tinha para a minha vida foi destruída — disse ao New York Times a estudante da Economia Farhanaz, de 19 anos, que terminou o segundo semestre do curso há apenas 15 dias.

 

Desde que o grupo fundamentalista islâmico recuperou o controle do Afeganistão, em agosto do ano passado, as universidades se viram obrigadas a implementar novas regras, entre elas a segregação por gênero nas salas de aula e nas entradas dos edifícios.

 

Talibã proíbe mulheres de frequentar a universidade no Afeganistão | Exame

 

Além disso, as estudantes apenas podiam ter aulas com docentes do sexo feminino ou homens idosos, e o número de cursos abertos às mulheres foi bastante reduzido. A maioria das adolescentes de todo o país já havia sido proibida de frequentar o ensino médio, o que limita seriamente suas chances de ter acesso à universidade. Neste ano, por exemplo, na província de Laghman, apenas 182 meninas fizeram o teste para o ensino superior, em comparação com 1.200 no ano passado.

 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou a decisão do Talibã de excluir as mulheres do ensino superior, tachando a medida de mais uma "promessa violada" pelo grupo fundamentalista.

 

Talibã proíbe mulheres de frequentar a universidade no Afeganistão - Folha  PE

 

— É difícil imaginar com um país pode se desenvolver, pode lidar com todos os desafios que aparecem sem a ativa participação das mulheres e da educação — disse ele.

 

Após anos de guerras civis ou contra potências externas desde a invasão soviética de 1979, a precariedade da vida no Afeganistão ganhou novas proporções desde a saída dos EUA e seus aliados, em agosto do ano passado.

 

Talibã proíbe mulheres de frequentar a universidade no Afeganistão

Fotos: Reprodução

 

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Com o retorno dos talibãs ao controle de Cabul — 20 anos após seu primeiro governo ser derrubado pela invasão americana de 2001, acusado de dar abrigo a Osama bin Laden, chefe da rede terrorista al-Qaeda —, a economia entrou em colapso, mulheres tiveram direitos revogados e a imprescindível ajuda internacional foi prejudicada pelas sanções ocidentais ao novo regime.

 

As novas medidas barrando as mulheres do ensino superior devem prejudicar ainda mais os esforços dos talibãs para recuperarem ao menos parte dessa ajuda. Nas últimas semanas, o governo talibã reintroduziu a sharia (a lei islâmica), mandou chicotear condenados em todo o país e realizou uma execução pública.

 

Fonte: Com informações do Portal O Globo

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