29 de Junho de 2026

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Violência contra Mulher - 16/06/2022

Talibã compara mulheres sem véu a animais

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Foto: Reprodução

Cartazes advertem que usar shorts, roupas apertadas ou transparentes é contra os decretos do líder supremo

A polícia religiosa do Talibã na cidade afegã de Kandahar colocou placas de rua dizendo que as mulheres muçulmanas que não usam véu que cobrem o rosto estão "tentando se parecer com animais". Os cartazes advertem que usar shorts, roupas apertadas ou transparentes também é contra os decretos do líder supremo do Talibã, Hibatullah Akhundzada.

 

Um alto funcionário local confirmou a exibição dos cartazes.

 

— Colocamos esses cartazes e as famílias das mulheres que não estão cobertas serão informadas e as medidas correspondentes serão tomadas com o decreto — disse à AFP Abdul Rahman Tayebi, representante local do ministério em Kandahar.

 

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Desde que chegou ao poder, em agosto do ano passado, o Talibã impôs severas restrições às mulheres afegãs, corroendo os ganhos obtidos nas duas décadas desde que os Estados Unidos invadiram o país e derrubaram o governo anterior do grupo islâmico.

 

Em maio, o líder supremo aprovou um decreto afirmando que é melhor que as mulheres fiquem em casa. Logo depois, emitiu uma ordem para que as mulheres cobrissem completamente seus corpos e rostos em público.

 

Talibã volta a exigir uso de véu integral por mulheres no Afeganistão

 

O decreto de Akhundzada ordena que as autoridades avisem ou suspendam de seus empregos funcionários que sejam parentes de mulheres que não cumpram os regulamentos.

 

Nesta semana, o Ministério para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, encarregado de fazer valer a interpretação estrita do Islã que o grupo defende, colocou cartazes nas ruas de Kandahar com imagens de mulheres vestindo burcas, roupas que cobrem o corpo da cabeça aos pés.

 

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Fotos: Reprodução

 

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Na quarta-feira, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, criticou o Talibã por sua "opressão sistemática e institucionalizada" das mulheres.


Fonte: Portal O Globo

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