O material é tecnicamente irrepreensível e converge com as soluções que venho defendendo desde o início do meu mandato?, afirmou o deputado.
Em visita estratégica à cidade de Tabatinga, localizada a 1.111 km de Manaus, o deputado estadual Comandante Dan acendeu um novo sinal de alerta sobre o avanço do crime organizado na região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
Durante encontro com as forças de segurança do município, Dan teve acesso a um estudo técnico elaborado pela Secretaria Municipal de Segurança, apresentado pelo tenente-coronel Herlon, que revela como facções criminosas transnacionais estão investindo diretamente em crimes ambientais como parte de um novo modelo de "narconegócio".
“O estudo confirma aquilo que já vínhamos denunciando: o narcogarimpo e o narconegócio são realidades que conectam facções do tráfico a crimes como grilagem, pesca predatória, exploração de madeira e ouro ilegal. Fico feliz em ver profissionais de alto nível como o tenente-coronel Herlon à frente dessa luta. O material é tecnicamente irrepreensível e converge com as soluções que venho defendendo desde o início do meu mandato”, afirmou o deputado.
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Segundo dados da Confederação Nacional de Municípios (CNM), cerca de 70% das drogas ilícitas que entram pela Amazônia passam por Tabatinga, que compartilha fronteiras com Letícia (Colômbia) e Santa Rosa do Javari (Peru). A ausência de uma presença federal mais robusta na região permite que facções criminosas operem livremente, utilizando os rios como corredores para o tráfico de drogas e armas. O rio Solimões, por exemplo, é uma das principais rotas de escoamento, permitindo o transporte de entorpecentes com facilidade entre os países.
O estudo aponta ainda que os crimes ambientais deixaram de ser apenas uma consequência colateral da atuação criminosa e passaram a ser parte essencial da estrutura econômica das facções, que agora diversificam seus investimentos em atividades ilegais de alto lucro e baixo risco, como a extração de recursos naturais sem qualquer controle ou fiscalização.
Casos emblemáticos como o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, em 2022, no Vale do Javari, escancararam ao mundo os perigos e as conexões entre o crime organizado e os crimes ambientais na Amazônia.
Entre as soluções apontadas pelo relatório técnico da Secretaria de Segurança de Tabatinga, estão:

• Criação de um Centro Integrado de Comando e Controle de Fronteiras;
• Instalação de três bases fluviais operacionais nos principais rios da região;
• Investimento em tecnologia de ponta, comunicação e logística.
O relatório também denuncia as dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança na região, que incluem falta de efetivo, ausência de embarcações adequadas, comunicação precária e até mesmo a dependência de lanchas civis emprestadas para cumprir missões de patrulhamento e repressão ao crime.
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Fotos: Reprodução/Google
Comandante Dan, que é militar da reserva e profundo conhecedor das operações de fronteira, defende que o combate ao crime no Amazonas passa necessariamente pela presença efetiva do Estado na faixa de fronteira. O parlamentar pleiteou junto ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal que o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI) tenha sede em Tabatinga, e articula, com apoio do Secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, a implantação de um Centro Integrado de Coordenação de Operações na Faixa de Fronteira, também em Tabatinga.
“O Estado precisa chegar onde o crime já está instalado. E só com integração real entre forças federais, estaduais e municipais, aliada a investimentos estratégicos, vamos virar esse jogo”, concluiu Comandante Dan.
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