Homem foi ouvido nessa quarta-feira (8/5) pela DDM de Santos; ele afirmou que moradora de rua consentiu com sexo mediante pagamento de R$ 10
O homem suspeito de ter estuprado uma moradora de rua em uma calçada de Santos, no litoral paulista, disse à polícia que estava alcoolizado e havia usado cocaína momentos antes de avistar a mulher.
Em depoimento, ele negou que tenha havido estupro e que a moradora de rua consentiu com o ato sexual, mediante o pagamento de R$ 10.A cena foi registrada em vídeo por uma testemunha. Nas imagens, é possível ver o homem chegando ao local de moto, descendo do veículo e se aproximando da mulher, deitada na calçada. Ele usa papelões para montar uma espécie de cabana e faz sexo com a moradora de rua. Depois, ela se levanta e deixa o local cambaleando.
De acordo com a delegada Débora Lázaro, da Delegacia de Defesa da Mulher de Santos, o homem estava tranquilo durante o depoimento.“Ele disse que foi um programa, que deu R$ 10 para ela. Disse que estava alcoolizado, e que tinha usado um pino de cocaína. Ele falou tudo isso naturalmente, como se fosse uma coisa normal. Ele pareceu sincero, contou em detalhes.
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Foto: Reprodução/Google
Até fez algum sentido”, disse a delegada ao Metrópoles.A polícia diz, ainda, que a mulher havia proposto o valor inicial de R$ 20. Como o homem só tinha R$ 10, ela concordou em receber os outros R$ 10 posteriormente. O homem também teria dado um lanche para a moradora de rua, pois ela havia dito que estava com fome.
Débora Lázaro afirma que a equipe de investigação depende do depoimento da vítima para determinar se o ato sexual foi ou não consensual. “A gente só precisa da vítima para fechar esse caso. Já pedimos para quem tiver informação, que passe para a delegacia. Agora é com a imprensa também”, afirma.
Duas testemunhas também foram ouvidas. Após prestar depoimento, o suspeito foi liberado. Se ficar comprovado que houve consentimento, ele pode ser indiciado por ato obsceno ou importunação sexual. Caso contrário, o caso deve ser tipificado como estupro de vulnerável.
Fonte: com informações do Portal Metrópoles
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