O STF deve avançar no segundo semestre na criação de um código de conduta para ministros. A proposta, elaborada por Cármen Lúcia, busca ampliar transparência, evitar conflitos de interesse e reforçar a confiança pública
Os debates em torno da criação de um código de ética e conduta para o Supremo Tribunal Federal (STF) perderam intensidade nos últimos meses, mas a avaliação nos bastidores da Corte é de que o tema continua em análise e deverá registrar avanços no segundo semestre. De acordo com interlocutores envolvidos nas discussões, a ministra Cármen Lúcia elabora o texto que servirá de base para a proposta. A expectativa é de que uma versão mais consolidada do documento seja apresentada até setembro, permitindo que as discussões avancem internamente no tribunal.
A iniciativa ganhou relevância após questionamentos sobre a necessidade de regras mais detalhadas para disciplinar a atuação dos ministros em temas como participação em eventos, relacionamento com entidades privadas, transparência e potenciais situações de conflito de interesses.
Apesar de o assunto ter saído do centro do debate público, integrantes da Corte afirmam que o trabalho técnico continua sendo realizado. O debate veio à tona em meio ao escândalo do Banco Master, que envolve três magistrados da Corte entre as situações controversas.
Veja também

Projeto do governo sobre redução da jornada de trabalho entra na pauta do Plenário da Câmara
Foto: Reprodução/Google
A definição final sobre a adoção do código deverá ocorrer ainda durante a gestão do ministro Edson Fachin na presidência do STF. Fachin permanecerá na condução da Corte até o segundo semestre de 2027, período considerado suficiente para que o tema seja amadurecido e submetido à deliberação dos ministros.
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
Fonte: com informações Correio Braziliense
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.