17 de Maio de 2026

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Internacional - 08/09/2023

Suprema Corte do México descriminaliza o aborto em todo o país

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Foto: Reprodução/Google

A decisão histórica classifica a proibição da interrupção voluntária da gravidez uma medida inconstitucional

Na quarta-feira 06/09 a Suprema Corte do México - país com a população majoritariamente católica - aprovou a descriminalização do aborto e todo o território nacional. A decisão determina que o Congresso derrube impedimentos ao aborto presentes no Código Penal desde pelo menos o ano de 1931.

 

O ministro presidente da Suprema Corte, Arturo Zaldívar, afirmou que este é um dia histórico para todas as mulheres, “sobretudo as mais vulneráveis”. “Acabou a criminalização injusta das mulheres. Nunca mais uma mulher será presa por exercer seus direitos”, disse ele por meio do Twitter.

 

A corte entendeu que a proibição ao aborto é inconstitucional, "pois viola os direitos humanos das mulheres e das pessoas com capacidade de gerar" ao julgar a lei do estado de Coahuila, que ameaçava mulheres que abortam com penas de três anos de prisão e multa.

 

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A capital Cidade do México foi a primeira jurisdição do país a descriminalizar o aborto 15 anos atrás. No início de setembro de 2021, outra decisão da Corte permitiu que pelo menos 11 dos 32 estados mexicanos legalizassem o procedimento, o que preparou o terreno para a descriminalização no país inteiro.Agora, o México “entra na onda” de descriminalização do procedimento em países da América Latina e Caribe.

 

O avanço na legislação em outros países latinos traz esperança às mulheres brasileiras que aguardam por uma mudança na lei que só permite o aborto em casos de risco à vida e saúde da mulher, quando a gestação deriva de estupro e em casos de fetos inviáveis.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

No Congresso, há projetos em tramitação que buscam restringir ainda mais a legislação brasileira. Contudo, desde 2017 uma arguição proposta pelo partido PSOL propõe a interrupção da gravidez até a 12ª semana de não seja considerada crime, desde que haja consentimento da gestante.

 
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O caso está sob a relatoria da ministra e atual presidente da Corte, Rosa Weber, que vai se aposentar no início de outubro e deve levar o tema ao plenário do STF, para ter a oportunidade de apresentar seu voto antes de deixar o tribunal. 

 

Fonte: com informações do Portal iG

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