Análise é de especialistas, que apontam suposta participação de ministros no projeto de redução de condenações.
Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que a Corte deve manter a chamada Lei da Dosimetria, o que abriria caminho para reduzir as penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, incluindo Bolsonaro. Apesar disso, o ministro Alexandre de Moraes decidiu suspender temporariamente a aplicação da nova regra em casos concretos até que o plenário do STF julgue a constitucionalidade da lei.
Nos bastidores, integrantes da Corte afirmam que Moraes tenta evitar insegurança jurídica e impedir solturas antes de uma decisão definitiva do tribunal.A legislação foi aprovada pelo Congresso após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto permite reduzir penas por estudo e trabalho até para condenados em prisão domiciliar. Segundo relatos de parlamentares, ministros do STF participaram de conversas sobre os contornos da proposta durante a tramitação no Congresso.
A expectativa dentro do tribunal é que o Supremo valide a lei justamente para evitar novo embate institucional com o Congresso Nacional. Mesmo ministros críticos à redução das penas admitem que a definição sobre dosimetria criminal cabe ao Legislativo. A federação PSOL-Rede e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) apresentaram as ações contra a lei. Ambas ficaram sob relatoria de Moraes, que agora controla o ritmo do julgamento.
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Foto: Reprodução/Google
O deputado Paulinho da Força, relator do projeto na Câmara, afirmou acreditar que o STF confirmará a constitucionalidade da norma. Nos bastidores do Planalto, auxiliares do governo ainda avaliam que mudanças no texto não estão descartadas durante a análise da Corte.
Fonte: com informações BNC
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