16 de Abril de 2026

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Política - 26/02/2026

STF adia julgamento dos penduricalhos para servidores públicos

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Foto: Ed Alves CB/DA Press

Corte retomará a análise do tema em 25 de março. Outros dois processos sobre o mesmo tema serão julgados na data

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento da paralisação do pagamento de penduricalhos acima do teto para o funcionalismo público — atualmente fixado em R$ 46 mil. O presidente da Corte, Edson Fachin, informou, na tarde desta quinta-feira (26/2), que a análise será remarcada para 25 de março, pois há outros dois processos sobre o mesmo assunto, com repercussão geral, previstos para essa data. Até lá, as decisões monocráticas dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes continuam vigentes. Os magistrados ajustaram o prazo para que os Três Poderes tomem providências quanto às parcelas indenizatórias.

 

Serão 45 dias, contados a partir de 23 de fevereiro, data da decisão individual do decano do STF. No início do mês, Dino determinou que os Poderes, em todos os níveis da Federação — federal, estadual e municipal —, revisem e suspendam em até 60 dias o pagamento de verbas remuneratórias ou indenizatórias que não têm fundamento legal específico, os chamados penduricalhos. A liminar visa garantir o cumprimento do teto constitucional do funcionalismo, atualmente de R$ 46.366,19, valor correspondente ao salário de ministros da Corte.

 

O ministro classificou a situação atual de "império dos penduricalhos". A decisão vem dois dias depois de o Congresso ter aprovado projetos que reajustam salários de servidores da Câmara e do Senado. Dino analisou uma ação da Associação de Procuradores Municipais de São Paulo e ampliou os efeitos, ao observar descumprimento reiterado de entendimentos anteriores do próprio Supremo sobre o teto. Na terça-feira (24), o ministro Gilmar Mendes proibiu o pagamento dos penduricalhos no MP e no Judiciário. Antes do julgamento, STF e Congresso decidiram elaborar proposta de transição para o pagamento de indenizações.

 

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Julgamento

 


Na tarde de ontem, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, criticou as decisões. O chefe do Ministério Público Federal (MPF) disse que o magistrado não respeitou a separação dos Poderes ao deliberar sobre o tema. Em sustentação oral, Gonet afirmou que a decisão liminar “cuida de um tema alheio ao objeto da causa, e que não era necessário para o próprio julgamento da reclamação”. Ele defendeu a necessidade de respeito aos limites do pedido formulado na ação como forma de conter a atuação do Judiciário.

 

Na abertura do plenário, Dino afirmou que não pretende “colocar em xeque prerrogativas e direitos de nenhuma categoria profissional”, mas destacou a necessidade de dar efetividade ao teto salarial. "Sinto-me na obrigação de dizer que homenageio profundamente o serviço público brasileiro. É um debate que visa à valorização e o respeito do serviço público com o cumprimento da Constituição e das leis, e não um debate que vise colocar em xeque prerrogativas e direitos de nenhuma categoria profissional", declarou.

 

Fotos: ReproduçãoGoogle

 

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, falou sobre as reuniões realizadas nesta semana com o governo e com o Congresso Nacional para tratar da suspensão. Ele afirmou que os penduricalhos são uma “questão tormentosa”. “O tema, em ambas as reuniões, foi a compreensão do cenário de mora na regulamentação das parcelas de caráter indenizatório, que deveriam estar disciplinadas em lei ordinária nacional ainda não editada pelo Congresso”, afirmou.

 

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Gilmar Mendes reforçou que “raramente” o Supremo tem deparado com casos tão controversos. “A autonomia financeira não havia no modelo anterior, havia dependência burocrática do aparato do Executivo. Era a política do pires na mão. Mas a autonomia financeira não significa balbúrdia”, disse.

 

Fonte: Com informações Correio Braziliense 

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