05 de Maio de 2026

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Elas nos inspiram - 04/04/2025

Sonia Guimarães: "Sempre tinha alguém dizendo que eu não servia"

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Foto: Reprodução/Google

A primeira mulher negra doutora em física no Brasil, Sonia Guimarães, não escapou dessa realidade

Em um artigo publicado em 2018 no jornal O Globo, em parceria com a ONU Mulheres, o Fundo Elas, a Fundação Carlos Chagas e o Instituto Unibanco, foi abordada a exclusão das mulheres das ciências exatas e das tecnologias. Segundo o texto, essa exclusão tem raízes na infância e no ambiente escolar, onde a socialização das meninas é fortemente orientada pelos papeis tradicionais de gênero. Isso perpetua a manutenção das mulheres em posições subalternas, enquanto os homens ocupam posições de poder e prestígio na sociedade.

 

A primeira mulher negra doutora em física no Brasil, Sonia Guimarães, não escapou dessa realidade. Em relatos de sua trajetória, ela revela que o ingresso das mulheres negras nas ciências exatas e o desenvolvimento de suas carreiras são obstáculos ainda mais desafiadores. Sonia compartilha que, durante o ensino médio e a graduação, foi constantemente desmotivada, ouvindo que não se tornaria uma física.

 

"Sempre tinha alguém dizendo que eu não servia, que não era inteligente o suficiente. Mas parece que essas palavras não se fixaram em mim. Definitivamente, não grudaram", afirma.Além das dificuldades para entrar no meio acadêmico, como a escassez de bolsas de pós-graduação, Sonia destaca a falta de oportunidades no mercado de trabalho.

 

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"Eu nunca conheci um chefe do departamento de física negro, todos os chefes são homens brancos e, na hora da contratação, eles preferem contratar homens brancos. Mesmo com doutorado, você tenta trabalhar e não consegue. Isso é muito frustrante e desmotiva qualquer pessoa", lamenta. Ela ainda faz um apelo: "Continuo insistindo para que as meninas não desistam."

 

Formada com PhD pela Universidade de Manchester, no Reino Unido, Sonia ingressou no corpo docente do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1993, em um momento em que a instituição sequer aceitava mulheres entre seus alunos. Ela foi não só a primeira mulher negra, mas também a primeira mulher no departamento de física do instituto, onde se destacou com suas pesquisas sobre semicondutores e sensores de calor.

 

Fotos: Reprodução/Google

 
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Ao longo dos anos, sua trajetória acadêmica e profissional se consolidou, levando-a a conquistar prêmios e homenagens. Em 2025, Sonia foi reconhecida pela revista Forbes como uma das mulheres mais poderosas do Brasil. Em 2023, foi eleita uma das 100 pessoas mais inovadoras da América Latina pela Bloomberg Línea e recebeu a Medalha Santos Dumont de Honra ao Mérito pelos seus 30 anos de contribuição no ITA. 

 

Fonte: com informações Correio Braziliense

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