04 de Junho de 2026

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Sexo - 04/06/2026

Slow Sex: entenda como o sexo desacelerado pode levar a experiências mais intensas

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Foto: ReproduçãoGoogle

Prática tem como foco as sensações, sem pressa para atingir o clímax diferenciado

Em tempos de uma vida cada vez mais corrida, que tal desacelerar na cama? É isso que propõe o "slow sex", ou "sexo lento", prática que visa focar nas sensações durante o sexo, não diretamente no orgasmo.

 

Na semana do Dia do Sexo (6/9), o gshow conversou com Michelle Sampaio, psicóloga, sexóloga e diretora da Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual, e reuniu dicas e benefícios de praticar sexo de forma desacelerada. "O 'slow sex' é a ideia de que a gente aproveite o momento, muito mais do que só correr atrás do orgasmo", explica.

 

A sexóloga destaca que a prática se baseia em quatro princípios: Viver o momento; Estar focado nas sensações mais interiores; "ou seja, sensações mais do corpo do que necessariamente da mente", diz; Relaxar; Dedicar tempo "para descobrir, para ter mais criatividade, para interagir com o parceiro, com a parceira, de uma forma diferente.

 

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"É para não pensar tanto e sentir mais", pondera a especialista. A sexóloga explica que uma das principais vantagens desta prática é reduzir a ansiedade de desempenho, tendo em vista que o casal se comporta de maneira mais focada nas sensações, não só no prazer imediato. "Para mim, os principais benefícios da prática é o próprio desacelerar, diminuir a ansiedade, algo muito presente até no ato sexual, pelo medo de se o sexo 'vai dar certo'", diz.


Michelle traz também dicas para fazer sexo mais devagar, mas com prazer. Em primeiro lugar, ela conta que é preciso reservar um momento só para a prática, de forma planejada, sem outros compromissos que possam interromper. "Sei que é muito difícil na correria do dia a dia e para casais com filhos, mas a ideia é que você reserve um tempo, ou seja, a gente não tem que se preocupar com nada. Esse é o primeiro passo", explica.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Em seguida, a sexóloga recomenda que se invista em carícias mais longas, beijos mais demorados, exploração do corpo para além das zonas erógenas. "Não é já ir para o sexo naquele script habitual, é tocar o corpo como um todo, é entender, é também conversar sobre o que se gosta, associar coisas que ajudem a estimular os sentidos", diz. Além disso, ela incentiva que se utilize de recursos que estimulem o relaxamento, como velas e óleos de massagem, e explica que o orgasmo não deve ser o foco.

 

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"É focar no que a gente está sentindo agora, não correr atrás 'do chegar lá', mas de curtir o estar aqui", diz. A prática se diferencia do sexo tântrico, que, como a sexóloga explica, vem da filosofia oriental, com a ideia de uma conexão entre corpo, mente e espírito: "A grande ideia é só deixar a pressa de lado. Então, é para sair do automático, de que muitos dos casais tem um certo 'script sexual', começam a transar sempre do mesmo jeito. Porque às vezes é o jeito que funciona e é o jeito que é mais rápido. A ideia é, portanto, sair desse automatismo, deixar a pressa de lado e poder saborear um pouquinho mais as sensações".

 

Fonte: com informações gshow.globo

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