Saber os sintomas da endometriose é fundamental para que o diagnóstico da doença não seja postergado e adie o tratamento, causando um sofrimento desnecessário.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, aproximadamente uma em cada 10 mulheres no Brasil possuem a doença. No entanto, a descoberta do problema costuma demorar.
Foi o que aconteceu, por exemplo, com a cantora Anitta, que descobriu que tinha endometriose depois de um logo período de sofrimento, com dores e desconfortos. Ela foi operada em um hospital de São Paulo para tratar a doença e recebeu alta na última segunda-feira (25).
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ENTENDA A CONDIÇÃO
A doença ocorre quando o endométrio, que é o tecido que envolve a cavidade do útero, começa a crescer em outras partes do corpo. “Em algumas situações, este tecido, além de ser eliminado em forma de menstruação, volta pelas trompas, alcança e se deposita na cavidade pélvica e abdominal, formando a doença que, por vezes, é de caráter crônico e progressivo”, explica o Dr. Eduardo Schor, presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose.
SINTOMAS DE ENDOMETRIOSE
De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sintomas de endometriose podem surgir já na adolescência. São eles:
-Cólicas menstruais progressivas e/ou incapacitantes;
-Dor profunda na relação sexual;
-Dor pélvica fora do período menstrual;
-Diarreia;
-Constipação intestina;
-Modificação da consistência das fezes no período pré-menstrual e na menstruação;
-Dor ou sangramento ao evacuar ou urinar durante a menstruação.
“Isto se deve à secreção de prostaglandinas pelos implantes da doença. A prostaglandina estimula a contração do intestino, fazendo com que a mulher vá ao banheiro um número maior de vezes durante o fluxo menstrual. Já, quando a doença é avançada, o intestino grosso pode ser acometido e os sintomas se tornam mais exuberantes. Sangramento ao evacuar, sensação de querer ir ao banheiro toda hora e dificuldade para evacuar são sinais de que a doença já avançou”, alerta o Dr. Schor.
DIFICULDADE NO DIAGNÓSTICO
Uma das características da endometriose, segundo o ginecologista e obstetra, Dr. Marcos Tcherniakovsky, é a dificuldade de diagnosticar a doença. “É um problema muito estigmatizado, visto que muitas pacientes possuem receio em falar o que estão sentindo. É muito difícil as pessoas em volta dessa mulher entenderem essa dor, por isso, acaba sendo subestimado por ela mesma”, esclarece.
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Além disso, geralmente, a doença possui um diagnóstico muito tardio na vida das mulheres, visto que ela pode ser assintomática. Por isso, reforçando, é de extrema importância fazer exames frequentes para ser diagnosticado o mais rápido possível.
Fonte: Portal Saúde em Dia
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