Destacamos reflexões da filósofa Silvia Federici no livro ?Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva?.
Natural de Parma, na Itália, Federici nasceu em 1942 e mudou-se para os Estados Unidos em 1967, onde pouco depois participou da fundação do International Feminist Collective (Coletivo Feminista Internacional), organização que lançou internacionalmente uma campanha por salários para o trabalho doméstico.
Na década de 1980, viveu na Nigéria e contribuiu para a criação do Committee for Academic Freedom in Africa (comitê para a liberdade acadêmica na África). Já na década de 1990, foi ativa no movimento antiglobalização e no movimento contra a pena de morte dos EUA.
Federici se define como uma feminista anticapitalista e em seus trabalhos analisa o capitalismo e as relações entre o trabalho assalariado e o trabalho reprodutivo sob uma perspectiva crítica de que o corpo das mulheres é a última fronteira do capitalismo.
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Foto: Reprodução/Google
Em “Calibã e a Bruxa”, reflete sobre o papel da opressão das mulheres e da caça às bruxas na transição do feudalismo para o capitalismo. Federici argumenta que, para consolidar o capitalismo, foi necessário o controle patriarcal sobre os corpos das mulheres e sua reprodução.
Em visita à sede da editora Boitempo em setembro de 2019, ela afirmou haver na contemporaneidade uma disputa sobre a figura da bruxa. Por um lado, houve a recuperação da imagem pelos movimentos feministas, mas, por outro, o “sistema” – como Hollywood, por exemplo – está se (re)apropriando da imagem da bruxa em filmes que apresentam a ideia de que realmente houve essas mulheres más.
“A coisa mais importante que as feministas podem fazer hoje é não apenas abraçar esse conceito, mas também aprender mais e conhecer mais a verdadeira história das mulheres que de fato foram acusadas, presas, perseguidas e assassinadas de forma tão brutal”, afirmou.
Fonte: com infomações Portal Catarinas
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