03 de Maio de 2026

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Comportamento - 15/09/2025

SETEMBRO AMARELO: Juventude amazonense enfrenta aumento nos casos de suicídio e luta por acesso a apoio psicológico

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Foto: Reprodução/Google

Entre pressão social, redes digitais e falta de serviços, jovens buscam alternativas em projetos sociais que oferecem acolhimento acessível.

O Amazonas registra um aumento preocupante nos casos de suicídio entre jovens, revelado por dados recentes da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) e do Atlas da Violência 2025. A pressão por desempenho, o uso problemático das redes sociais e a falta de acesso a serviços de saúde mental estão entre os fatores que ajudam a explicar o cenário em Manaus, onde projetos sociais tentam ampliar o acolhimento e democratizar o atendimento psicológico.

 

Casos no Amazonas


Entre 2018 e 2022, o Amazonas registrou 1.367 óbitos por suicídio, de acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP). No mesmo período, houve 2.467 notificações de lesões autoprovocadas, muitas vezes tentativas de suicídio, com maior incidência em mulheres.A tendência entre os jovens é especialmente preocupante. Segundo o Atlas da Violência 2025, a taxa de suicídio entre pessoas de 10 a 19 anos no estado cresceu 24,7% em uma década, chegando a 10,9 por 100 mil habitantes em 2023. Em nível nacional, o Ministério da Saúde aponta que o suicídio já é a 3ª principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a 4ª entre jovens de 20 a 29 anos.

 

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Demanda crescente por atendimento

 

 


Para o psicólogo e neuropsicólogo Eryton Viana, diretor do projeto Psicólogo Para Todos, a procura por ajuda tem aumentado de forma visível na capital. “Nos últimos anos, especialmente 2024 e 2025, temos observado em Manaus um crescimento significativo da procura de jovens por atendimento psicológico. Isso se relaciona a uma maior conscientização sobre saúde mental, mas também a um aumento real de sofrimento psíquico”, afirma.

 

Segundo ele, o perfil mais recorrente são jovens em fase escolar ou universitária, marcados por pressão acadêmica, dificuldades nas relações sociais e questões de identidade e gênero.

 

Gatilhos mais frequentes


Viana destaca que não há um único fator, mas um conjunto de gatilhos interligados que afetam a juventude manauara. “Os gatilhos mais comuns que identificamos são múltiplos e interligados: o luto e os impactos emocionais pós-pandemia; o bullying, que ainda se faz muito presente nas escolas; a violência urbana; o uso problemático das redes sociais, que amplifica comparações e sentimentos de inadequação; a pressão por resultados acadêmicos e profissionais; além de questões ligadas à sexualidade e identidade de gênero”, enumera. O psicólogo acrescenta que desemprego e falta de perspectivas também têm peso significativo sobre a saúde mental dos jovens.

 

Barreiras de acesso e a proposta de atendimento acessível

 

 

 
O acesso a serviços de saúde mental segue sendo desigual no estado. “Para jovens de baixa renda, as principais barreiras são o custo dos atendimentos, a distância dos serviços de saúde, a falta de informação sobre onde buscar ajuda e, muitas vezes, o preconceito associado a procurar um profissional”, relata Eryton Viana.  Criada em 2018, a clínica social Psicólogo Para Todos busca romper essas barreiras.

 

“Oferecemos atendimentos sociais com valores acessíveis, ações comunitárias gratuitas em bairros periféricos, parcerias com empresas e escolas, além de atendimento remoto para quem não pode se deslocar até a clínica. Nosso propósito é democratizar o acesso ao cuidado psicológico em Manaus”, explica.

 

Sinais de alerta e primeiros cuidados

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 
O psicólogo reforça que pais, responsáveis e professores precisam estar atentos. “Os sinais que devem observar incluem: isolamento repentino, queda no rendimento escolar, mudanças bruscas de humor, alterações no sono e na alimentação, expressões de desesperança e falas sobre ‘querer sumir’ ou ‘não ver sentido na vida’.”

 
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Em casos de risco iminente, o tempo é decisivo. “Nas primeiras 24 a 48 horas, o mais importante é não minimizar o sofrimento, ouvir com empatia, retirar meios de autoagressão do alcance do jovem e buscar imediatamente apoio profissional, seja por meio de um psicólogo, psiquiatra ou até mesmo serviços de emergência como o SAMU (192) e o CVV (188).” 

 

Fonte: com informações Acrítica

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