A proposta passou por 11 votos favoráveis e 9 contrários, sem abstenções, e segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Caso também seja aprovada pelos deputados, a prova passará a ser obrigatória para que médicos formados no Brasil possam exercer a
O Senado Federal aprovou, na quarta-feira, 3 de dezembro, o projeto que cria o Exame de Proficiência em Medicina, já apelidado de “OAB da Medicina”. A proposta passou por 11 votos favoráveis e 9 contrários, sem abstenções, e segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Caso também seja aprovada pelos deputados, a prova passará a ser obrigatória para que médicos formados no Brasil possam exercer a profissão.
A criação do exame tem como objetivo avaliar se os recém-formados possuem conhecimentos e habilidades mínimas necessárias para atuar com segurança. A medida busca estabelecer um parâmetro nacional de qualidade, elevar o nível da formação médica e oferecer maior proteção à população usuária dos serviços de saúde.
Durante a sessão, o senador Astronauta Marcos Pontes destacou que o exame representa uma resposta à crescente preocupação com a má formação de novos profissionais. Segundo ele, o avanço desordenado de escolas médicas e as disparidades na qualidade do ensino exigem uma ferramenta de avaliação capaz de assegurar que todos os egressos atendam aos padrões mínimos para exercer a medicina com responsabilidade.
Veja também

Prefeitura reforça importância da prevenção do câncer de pele e orienta sobre sintomas e cuidados
Em Brasília, FCecon participa de reunião sobre super centro de diagnóstico de câncer

A aprovação no Senado recoloca no centro do debate nacional temas sensíveis e há muito discutidos: a padronização do ensino médico, a necessidade de ampliar a fiscalização sobre cursos de graduação, a abertura de novas faculdades em ritmo acelerado e o impacto direto desses fatores no futuro da prática médica no país. Especialistas e entidades da área de saúde dividem opiniões — enquanto alguns defendem o exame como medida urgente de proteção social, outros argumentam que o problema está na falta de regulação eficaz do ensino superior, e não na responsabilização final do estudante.

Fotos: Reprodução/Google
Se o projeto avançar na Câmara dos Deputados, o Exame de Proficiência passará a ser exigido oficialmente para o exercício da medicina em todo o território nacional, mudando de forma profunda o processo de entrada na carreira médica e aproximando o Brasil de modelos já adotados em outras nações.
Fontes:
TV Senado –
Senado Federal (projetos, tramitações, votações)
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Ministério da Educação (MEC)
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.