17 de Abril de 2026

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Saúde - 08/09/2025

Semaglutida tem potencial para reduzir o uso de cocaína, revela estudo

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Foto: Reprodução/Google

Estudo realizado por pesquisadores da universidade de Gotemburgo usou ratos para testar a capacidade do medicamento de reduzir vícios e recaídas

 Um estudo publicado pela European Neuropsychopharmacology revelou que a semaglutida, medicamento indicado para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, reduziu o uso de cocaína em ratos, além de diminuir potencialmente a frequência de recaídas nos animais. O fármaco é vendido em marcas comerciais como o Ozempic e o Wegovy.

 

A experiência foi feita por pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, que encontraram no medicamento uma capacidade de amenizar o aumento de dopamina no cérebro proporcionado pela cocaína, o que reduz o potencial de vício da droga. Apesar disso, os cientistas afirmam que a forma como a semaglutida reage no cérebro ainda não foi totalmente desvendada.

 


“Nossos resultados mostram que um medicamento já conhecido pode afetar comportamentos-chave por trás do vício em cocaína. Esperamos que isso possa abrir caminho para novos tratamentos, mas são necessários ensaios clínicos antes de sabermos se o mesmo efeito ocorre em pacientes”, pontuou Cajsa Aranäs, autora responsável pelo estudo publicado.

 

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Foto: Reprodução/Google

 

No experimento, os ratos foram ensinados a se auto-administrar cocaína e, após ficarem viciados, os cientistas aplicaram semaglutida nas cobaias. Os resultados mostram que, em média, o uso da droga caiu 26%, o comportamento semelhante à recaída diminuiu 62% e a motivação para buscar a droga caiu 52%.

 

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Elisabet Jerlhag, professora de farmacologia na Universidade de Gotemburgo e líder do estudo, destacou a alta demanda e a falta de recursos por tratamentos eficazes para tratar o vício em cocaína. “Se esses resultados em ratos se confirmarem em ensaios clínicos, a semaglutida pode se tornar a primeira opção farmacológica para complementar a terapia psicológica e os programas de apoio”, afirma.

 

Fonte: Com informações Correio Braziliense

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