19 de Abril de 2026

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Política - 20/11/2025

Sem receber telefonema de Lula, Alcolumbre manifesta contrariedade com indicação de Messias para o STF

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Foto: Divulgação

Presidente do Senado trabalhava ativamente para que seu aliado, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), fosse o indicado ao STF.

O anúncio feito pelo presidente Lula do nome de Jorge Messias para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal causou forte contrariedade no presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

 

Segundo aliados, Alcolumbre esperava ser informado previamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que caberá ao Senado sabatinar e votar a indicação.

 

“Não recebi nenhum telefonema do presidente Lula, nem mesmo do líder do governo, Jaques Wagner, sobre a indicação de Messias”, disse Alcolumbre ao blog, durante viagem ao Amapá. Alcolumbre trabalhava ativamente para que seu aliado, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), fosse o indicado ao STF.

 

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Descontentamento com anúncio no feriado

 


De acordo com interlocutores próximos, Alcolumbre se queixou do fato de a indicação ter ocorrido no feriado, num dia em que o Congresso não estava funcionando. Para esse grupo, teria sido “de bom tom” que Lula o avisasse antes da divulgação oficial, já que o senador será o responsável por conduzir a sabatina e a votação.

 

A única conversa prévia, relatada ao blog, ocorreu entre Lula e Pacheco, na segunda-feira, 17. Segundo relatos, Lula informou a Pacheco que havia escolhido um nome para a vaga do STF. Ao deixar a reunião, Pacheco disse a interlocutores, sobre sua eventual ida ao STF, que a “página estava virada”.

 

Pacheco também teria afirmado ao presidente que não disputará as eleições de 2026, encerrando sua carreira política. Lula gostaria que ele fosse candidato ao governo de Minas Gerais.


Sinal de alerta: votação apertada de Gonet

 


Diante da irritação de Alcolumbre, a avaliação de aliados de Lula é que o presidente terá de atuar pessoalmente para construir a aprovação de Messias no Senado.

 

A recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet, na semana passada foi aprovada por 45 votos — apenas quatro a mais que o mínimo necessário. Para integrantes do governo, o placar acendeu a luz amarela e indica que será preciso esforço adicional para aprovar o nome de Messias.

 

Critério de escolha

 

Fotos: Divulgação


Lula adotou o mesmo critério das indicações de Cristiano Zanin e Flávio Dino: confiança pessoal no escolhido. Messias, atual advogado-geral da União, integra o círculo mais próximo do presidente.

 

No Planalto, a expectativa é que, por ser evangélico, Messias possa contar com apoio de setores conservadores do Senado e até com o empenho do ministro do STF André Mendonça, também evangélico, embora indicado por Jair Bolsonaro.


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Setores do governo preferiam Pacheco


Ministros no STF próximos a Lula defendiam internamente o nome de Rodrigo Pacheco, destacando sua atuação firme na defesa da democracia, sobretudo durante as eleições de 2022.

 

Fonte: Com informações G1 

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