28 de Abril de 2026

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Direitos da Mulher - 18/08/2025

Sem Escapatória: o aumento das ondas de calor em campos de refugiados e o impacto sobre mães grávidas e lactantes

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

O calor extremo transforma-se em uma ameaça particularmente grave para mulheres grávidas e lactantes que vivem em condições precárias:

Um novo relatório do ACNUR alerta que até 2050, a maioria dos acampamentos, abrigos e assentamentos para refugiados enfrentarão o dobro de dias com temperaturas perigosamente elevadas em comparação com os dias atuais.

 

Esse aumento exponencial ocorre num contexto já marcado por conflitos e insegurança prolongada. Atualmente, três quartos dos deslocados forçados vivem em países fortemente impactados pelas mudanças climáticas, e cerca de metade dessas pessoas vive em locais expostos tanto a conflitos quanto a desastres ambientais.

 

O calor extremo transforma-se em uma ameaça particularmente grave para mulheres grávidas e lactantes que vivem em condições precárias:

 

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• A desidratação é um risco elevado, podendo levar a complicações como trabalho de parto prematuro, doenças renais e diminuição na produção de leite materno, afetando sua própria saúde e a do bebê.
• Em abrigos superlotados e com infraestrutura limitada, o acesso à água potável resfriada e espaços adequados para repouso torna-se ainda mais restrito.
• Além disso, essas mulheres enfrentam uma combinação de vulnerabilidades físicas, sociais e institucionais, sendo frequentemente excluídas de políticas de adaptação climática adequadas.

 

 

 

O relatório do ACNUR destaca um problema crítico: o financiamento climático raramente alcança os refugiados e as comunidades que os acolhem, dificultando a adaptação necessária à intensificação dos riscos climáticos.

 

Estima-se que países extremamente frágeis recebam apenas US$ 2 por pessoa por ano para adaptação, frente aos US$ 161 por pessoa destinados a países menos vulneráveis. E, quando o recurso chega, mais de 90% é destinado às capitais, negligenciando totalmente os campos e regiões deslocadas.

 

Apesar da gravidade do quadro, o relatório apresenta caminhos viáveis:

 

 

 

1. Proteção legal e humanitária: uso de instrumentos jurídicos existentes para resguardar refugiados nos contextos das mudanças climáticas.
2. Inclusão nos debates: é crucial garantir que refugiados, especialmente mulheres grávidas e lactantes, tenham voz nas decisões sobre os recursos climáticos e políticas de adaptação.
3. Investimento em resiliência: iniciativas que garantam água potável, abrigo resfriado, sombra, proteção social e apoio alimentício para as mães e seus bebês.
4. Redução das emissões: combate climático para conter o agravamento das ondas de calor e seus efeitos sobre as populações vulneráveis.

 

 

 

Até 2050, prevê-se um aumento significativo nos dias de calor extremo, elevando o risco de desidratação, complicações na gestação e redução na produção de leite materno. Nesse cenário, torna-se essencial investir em infraestrutura de refrigeração e garantir acesso contínuo à água potável.

 

No entanto, a falta de financiamento para adaptação inviabiliza medidas básicas de proteção e de saúde materno-infantil, reforçando a necessidade de um direcionamento equitativo dos recursos climáticos. Além disso, a exclusão das mulheres na tomada de decisões impede que suas necessidades sejam reconhecidas e priorizadas nas políticas públicas, o que reforça a urgência de sua participação ativa e de garantir voz nos planejamentos comunitários.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Em regiões onde a população vive exposta a conflitos, o risco se multiplica, combinando insegurança alimentar, desnutrição e calor intenso. Para enfrentar esse quadro, são fundamentais programas integrados que promovam a paz, a resiliência e a assistência humanitária.

 
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O relatório “Sem escapatória” evidencia que os efeitos da crise climática sobre refugiados são reais e urgentes. Mulheres grávidas e lactantes representam um dos grupos em situação de maior vulnerabilidade, especialmente em meio a ondas intensas de calor. A resposta global passa por combinar proteção humanitária, sensibilidade de gênero e ação climática, garantindo que ninguém — especialmente as mães e seus bebês — sejam deixados para trás.
 

 

Portal Mulher Amazônica

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