Em três cidades, a dupla mais bem votada de candidatos no domingo teve menos de três pontos percentuais de diferença entre si
Enquanto 11 capitais elegeram seus prefeitos no dia 6 de outubro, 15 levaram a disputa para um segundo turno, marcado para o próximo dia 27. Nessas cidades, os eleitores escolherão entre dois candidatos cujas distâncias na votação de primeiro turno foram de o,42% a 27,39%.Embates acirrados
Em três cidades, a dupla mais bem votada de candidatos no domingo teve menos de três pontos percentuais de diferença entre si. Em Curitiba, o atual vice-prefeito Eduardo Pimentel (PSD) contou com máquina municipal e apoios dos atuais prefeito e governador do estado, Rafael Greca e Ratinho Jr., seus colegas de partido, mas a bolsonarista Cristina Graeml (PMB) surpreendeu e, mesmo sem tempo de televisão ou estrutura partidária, chega ao segundo turno com apenas 2,34 pontos a menos do que o oponente.
Já em Campo Grande, Adriane Lopes (PP) e Rose Modesto (União Brasil) se confrontam diretamente distanciadas por 2,10 pontos percentuais.Mas a classificação mais parelha ocorreu em São Paulo, onde o ex-coach Pablo Marçal (PRTB) pautou boa parte da campanha e, mesmo sem avançar ao segundo turno, acirrou o embate entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), separados por meros 0,42 pontos (25.012 votos) para o novo pleito.
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Foto: Reprodução/Google
Por outro lado, duas capitais terão um segundo turno entre candidatos distanciados por mais de 20 pontos percentuais — e, em ambos os casos, eleições que quase se definiram em votação única.Em Porto Alegre, a divisão da esquerda fraturou os votos entre Juliana Brizola (PDT) e Maria do Rosário (PT), esta última qualificada ao segundo turno contra o atual prefeito, Sebastião Melo (MDB), que alcançou 49,78% e impôs sobre a petista 23,44 pontos de vantagem.
Em João Pessoa, Marcelo Queiroga (PL) terá de reverter desvantagem de 27,39 pontos em relação ao atual prefeito, Cícero Lucena (PP). Favorito desde o início da campanha, o mandatário viu a própria esposa, Lauremília Lucena, ser presa pela Polícia Federal por suspeita de ligação com o crime organizado em 28 de setembro e perdeu fôlego para a reta final de campanha.
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Com isso, a segunda vaga na disputa caiu no colo de Queiroga, ministro da Saúde de Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de covid-19.Mesmo em grande desvantagem, a ida ao segundo turno consolidou mais um triunfo dos aliados do ex-presidente nas eleições municipais.
Fonte: com informações Revista IstoÉ
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