17 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Interior em Destaque - 01/10/2023

Seca na Amazônia pode bater recorde neste ano e rios estão com volume abaixo da média

Compartilhar:
Foto: Foto: Portal Mulher Amazõnica/ reprodução vídeo de Gato Junior

Previsão é do Cemaden, o Centro de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais, do Governo Federal. Moradores de Iranduba (AM) relatam os problemas em decorrência da seca.

A seca na Amazônia pode bater recorde este ano e se estender até janeiro. A previsão é do Cemaden (Centro de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais, do Governo Federal). Rios estratégicos da região estão com volumes abaixo da média histórica.

 

A imagem parece um chapéu flutuando, mas é o Seu Francisco nadando em busca de água no Rio Negro. Com a ajuda de mangueiras, ele leva água do rio para casa.

 

Veja também

 
 

Sr. Francisco nadando em busca de água no Rio Negro

 

“A sobrevivência de água para casa, de água potável, porque nós só temos água para beber e fazer comida”, diz o pescador Francisco Andrade. Ao ser perguntando de onde vem a água para beber e fazer comida ele responde: “A gente compra.”

 

É no ombro que os garrafões chegam até as pequenas embarcações. São moradores da comunidade do Catalão, no município de Iranduba (AM), que durante a cheia recebem água do rio Negro e do rio Solimões.

 

 

A comunidade do Catalão fica próxima a Manaus e é conhecida por ser flutuante. Neste afluente do rio Solimões, estão mais de 120 casas.

 

No período de cheia, a profundidade do rio chega a mais de 20 metros. Mas a seca deste ano está tão severa que os moradores precisam se virar, agora, com menos de um metro de profundidade de água.

 

 

Agora, no período seco esta barragem foi improvisada para empoçar um pouco do que ainda entra pelo Solimões para manter as casas flutuando.

 

Mas suja e quente é impossível usar. Por isso, a fila de botes que levam para a casa a água que chega por uma bica improvisada.
“Para lavar, para tomar banho, lavar roupa, louça todo dia, tem que pegar. Todo o dia tem que pegar”, diz a aposentada Rosa Lima.

 

Aposentada Rosa Lima, moradora da comunidade (Foto:Portal Mulher

Amazõnica/ reprodução vídeo de Gato Junior)

 

Muitas vezes, para chegar em casa é preciso o uso de baldes. “A seca traz pra gente a consequência de problema e de dificuldade, de sofrimento”, conta Raimunda Viana, que é merendeira.

 

Mesmo com as barragens improvisadas, muitas casas que antes boiavam agora estão encalhadas. A do Seu Francisco está bem torta. E ele não está conseguindo trabalhar como pescador pela dificuldade de acesso aos lagos.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

“Você já pensou sair de lá uma hora dessa para vender seu peixe aqui, para voltar no sol quentão desse, varando terra com o peso?”, pergunta Francisco.

 

Fonte: com informações do Jornal Nacional

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.