Ela relatou que foi obrigada a pular de um carro em movimento no bairro Lago Azul
A jornalista Sabrina Nobre, de 24 anos, do programa “Sinal Livre” na TV Band Amazonas, registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) contra seu ex-marido, Jairo Monzas, de 40 anos.
Ela relatou que foi obrigada a pular de um carro em movimento no bairro Lago Azul, na última sexta-feira, 27/12, durante uma tentativa de feminicídio. Em um ato desesperado para salvar sua vida, ela tomou uma decisão extrema: saltou do veículo em movimento. A coragem que teve naquele momento talvez tenha sido a única razão pela qual está viva hoje.
O apresentador do programa, Willace Souza, informou que Jairo ofereceu carona a Sabrina após um evento e, durante o trajeto, a agrediu com socos no rosto e a ameaçou de morte. Jairo, que é servidor público federal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), não aceitava a profissão de Sabrina.
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O Amazonas está entre os estados com índices alarmantes de violência doméstica e feminicídio. Dados recentes indicam que, em 2023, o estado registrou um aumento de 25% nos casos de violência doméstica em relação ao ano anterior. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o feminicídio cresceu exponencialmente, sendo as mulheres jovens e negras as principais vítimas.
Além disso, a falta de políticas públicas eficazes e o ciclo de impunidade agravam ainda mais a situação. Casos como o de Sabrina refletem a brutalidade que ainda atinge milhares de mulheres no país. Mesmo com leis como a Maria da Penha e a do Feminicídio, muitas vítimas não conseguem escapar da violência de seus agressores.
O Perfil de um Agressor que Não Aprendeu

Fotos: Reprodução/Google
Jairo Monzas é mais um homem que não aceitou o fim de um relacionamento e decidiu impor seu controle de forma violenta. Ao invés de buscar ajuda para lidar com suas questões, ele escolheu o caminho da violência. A atitude de Jairo evidencia um problema estrutural: o machismo enraizado que normaliza comportamentos abusivos e coloca vidas em risco.
O caso levanta uma pergunta dolorosa: se Sabrina não tivesse saltado do carro, estaria viva? E mais: até quando mulheres terão que passar por isso? Casos como o de Sabrina mostram a urgência de repensarmos nosso papel como sociedade. A violência contra a mulher não é apenas um problema individual, mas uma questão coletiva que requer ações mais contundentes por parte do Estado, da Justiça e de toda a sociedade.
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