Atualmente, o STF conta com apenas uma ministra, Cármen Lúcia, que integra a Corte desde 2006
Após a saída do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF), diversas entidades têm pressionado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para escolher uma mulher para ocupar a vaga deixada na Corte.
O próprio Barroso já afirmou “ver com gosto” a indicação de uma mulher para o cargo. Entre os nomes sugeridos por essas entidades, há mulheres que ocupam cargos de destaque, como a presidência do Superior Tribunal Militar (STM) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Veja também

'Um país soberano é um país capaz de alimentar o seu povo', diz Lula na FAO
Lula encontra com papa Leão XIV e fala sobre desigualdade e meio ambiente

De acordo com as organizações Fórum Justiça, Plataforma Justa e Themis – Gênero e Justiça, a saída do ministro Luís Roberto Barroso abre espaço para aprofundar o debate sobre igualdade de gênero no Supremo Tribunal Federal. Atualmente, o STF conta com apenas uma ministra, Cármen Lúcia, que integra a Corte desde 2006 e tem aposentadoria prevista para 2029.
Lívia Sant´Anna Vaz

Lívia Sant’Anna Vaz é promotora de Justiça na Bahia desde 2004, atuando na Promotoria de Combate ao Racismo, Intolerância Religiosa, Defesa das Comunidades Tradicionais e das Cotas Raciais. Doutora em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa, coordena o Grupo de Trabalho de Enfrentamento ao Racismo do Conselho Nacional do Ministério Público.
Edilene Lobo

Edilene Lobo é doutora em Direito Processual Civil pela PUC-Minas, ministra do TSE e professora de Processo Eleitoral na pós-graduação da mesma universidade. Também é professora convidada da Universidade Sorbonne-Nouvelle, em Paris. Foi empossada no TSE pelo presidente Lula em 2023, tornando-se a primeira mulher negra no tribunal.
Flávia Carvalho

Juíza de direito no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e juíza auxiliar no STF, Flávia Carvalho é doutora em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP. Ela integra a cúpula organizadora do Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negros (Enajun) e do Fórum Nacional de Juízas e Juízes contra o Racismo e todas as formas de Discriminação (Fonajurd). Foi escolhida pelo ministro Barroso para assumir a ouvidoria do STF.
Daniela Teixeira

Indicada por Lula em 2023, Daniela Teixeira foi nomeada ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foi presidente da OAB-DF entre 2006 e 2019. Em 2017, recebeu o diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós, concedido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em reconhecimento à sua atuação na área.
Dora Cavalcanti

Advogada criminalista, Dora Cavalcanti é conselheira do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), organização que ajudou a fundar em 1990 para promover o acesso à Justiça e fortalecer o direito à ampla defesa. Foi vice-presidente do instituto por mais de uma década, presidente entre 2002 e 2007, e comandou o Conselho Deliberativo de 2015 a 2019. Já atuou em casos envolvendo Odebrecht, Rodrigo Janot e Sérgio Nahas.
Adriana Cruz
.jpeg)
Professora da PUC-Rio e juíza federal, Adriana Cruz foi a primeira mulher e primeira pessoa negra a ocupar o cargo de secretária nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Doutora em Direito Penal pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), destaca-se por pesquisas sobre relações raciais e de gênero nas instituições do sistema de Justiça.
Karen Luise

Membro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) desde agosto, a juíza Karen Luise atua no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) e como juíza auxiliar no CNJ. Mestre em Direitos Humanos, Interculturalidade e Desenvolvimento pela Universidade Pablo de Olavide, na Espanha, destaca-se no CNJ por sua atuação em programas de promoção da equidade racial.
Kenarik Boujikian

Desembargadora aposentada do TJ-SP, Kenarik Boujikian atua desde 2024 como secretária nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas. Com trajetória marcada pela defesa dos direitos humanos, já foi procuradora do Estado de São Paulo e presidiu a Associação Juízes para a Democracia e a Federação Latino-Americana de Juízes Democratas.
Maria Elizabeth Rocha

Maria Elizabeth Rocha é presidente do Superior Tribunal Militar , sendo a primeira mulher a ocupar o cargo em 217 anos. Doutora em Direito Constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), já atuou como procuradora federal e em órgãos como o TSE, o Congresso Nacional e a Casa Civil. Em sua posse, defendeu a igualdade de gênero e cobrou do presidente Lula a nomeação de mais mulheres para os tribunais superiores.
Lívia Casseres

Defensora pública no Rio de Janeiro, Lívia Casseres é coordenadora de Promoção de Equidade Racial da Defensoria. Já atuou como coordenadora do Núcleo de Defesa da Diversidade Sexual e Direitos Homoafetivos e da Comissão de Igualdade Étnico-Racial da Associação Nacional de Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP).
Mônica de Melo

Defensora pública em São Paulo, Mônica de Melo é professora de Direito Constitucional na PUC-SP, onde atua como pró-reitora de Cultura e Relações Comunitárias desde 2021. Participa de organizações como a Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica, a Coalizão Nacional de Mulheres e o Coletivo de Mulheres Defensoras Públicas Estadual e Nacional.
Sheila de Carvalho

Secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho é advogada internacional de direitos humanos e coordenadora do Núcleo de Violência Institucional da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP. Recebeu o prêmio MIPAD (Most Influential People of African Descent), concedido pela ONU. Em 2022, foi nomeada assessora especial de Flávio Dino no Ministério da Justiça.
Vera Lúcia Araújo

Fotos: Reprodução/Google
Nomeada ministra substituta do TSE em 2023, Vera Lúcia Araújo foi a primeira mulher negra a integrar a lista tríplice do tribunal. Atuou como conselheira da Comissão de Anistia Política, do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e integrou a Executiva Nacional da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia. Também faz parte da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e é reconhecida como uma das principais lideranças negras do país.
Apesar dos nomes cotados pela entidade, nos bastidores apenas homens têm surgido como favoritos para o pleito como Jorge Messias, advogado-geral da União e homem de confiança de Lula; o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com influência no Legislativo e no Judiciário; Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União; e Vinícius Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União.
Fonte: Com informações Revista IstoÉ
Copyright © 2021-2025. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.