20 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Política - 30/11/2024

Saiba como foram as ações de Mauro Cid na manipulação dos acampamentos golpistas

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Diálogos recuperados pela PF entre ajudante de ordens do ex-presidente e bolsonaristas mostram atuação que teve para manter radicais mobilizados nas ruas. Tenente-coronel era o elo entre os extremistas e o Palácio do Planalto

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) apontam que o tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro, atuou para manter manifestantes que defendiam o golpe militar em frente a quartéis do Exército. Os diálogos foram anexados ao inquérito, em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura tentativa de golpe de Estado.

 

Em 15 de dezembro de 2022, de acordo com os documentos, Cid recebeu uma mensagem de um tenente do Exército afirmando que a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) poderia realizar uma operação para retirar manifestantes da frente do Quartel General do Exército, no Setor Militar Urbano, em Brasília. O ajudante de ordens de Bolsonaro questiona se a ação seria realmente da PMDF ou da PF, e recebe a resposta de que seria uma ação da Polícia Militar.

 

Em 19 de novembro, um tenente-coronel de Caxias do Sul (RS) pergunta a Cid sobre o que deveria fazer em relação a uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) que pedia a desmontagem do acampamento em frente ao quartel da região. O tenente-coronel afirmou que a solicitação deveria ser ignorada.

 

 Veja também 

 

Presidente Lula recebe Tarcísio e Nunes para anunciar crédito de R$ 10,65 bi em mobilidade para São Paulo

Indústria, construção e serviços lideram criação de empregos no melhor trimestre em 12 anos

 

"Tá recomendado... manda se foder! Recomenda... está recomendado. Obrigado pela recomendação... Eles não podem multar. Eles não podem prender. Eles não podem fazer porra nenhuma. Só vão encher o saco, mas não vão fazer nada, não", disse Cid, em mensagem de áudio.

 

As mensagens foram recuperadas do celular de Cid, apreendido pela PF por ordem do ministro Alexandre de Moraes.Outros diálogos entre o ex-ajudante de ordens e um amigo de Bolsonaro mostram que, até o final de dezembro de 2022 — quando o ex-presidente decidira fugir para os Estados Unidos —, ainda ocorria a articulação golpista. Em uma das conversas, Cid dialoga com Aparecido Portela, militar apontado como um amigo próximo de Bolsonaro. A PF aponta que ele frequentou o Palácio da Alvorada diversas vezes, no último mês de 2022. A última visita, de acordo com informações enviadas pelos investigadores ao STF, ocorreu à véspera de Natal daquele ano.

 

 

Foto: Reprodução/Google

 

"O pessoal que colaborou com a carne está perguntando se ainda vai ter churrasco", indaga Portela, referindo-se à tentativa de golpe de Estado. "Pois estão colocando em dúvida minha atuação", diz a Cid.O tenente-coronel responde: "Vai, sim! Ponto de honra. Nada está acabado ainda de nossa parte", garante.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.  
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

Em 31 de dezembro de 2022, de acordo com a PF, Portela liga para Cid, mas ele já estava no voo com Jair Bolsonaro rumo aos EUA. O ex-ajudante de ordens responde por mensagem. "O PR (presidente) estava com a decisão mais importante da nossa história. A guerra ainda não acabou".Para a PF, as conversas deixam clara a participação de Cid no golpe e que Bolsonaro sabia da construção da estratégia para a ruptura institucional.

 

Fonte: com informações Correio Braziliense

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.