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Saúde da Mulher - 19/02/2024

Sabia que é possível engravidar na menopausa? Quatro fatos sobre fase

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Foto: Reprodução/Google

O Brasil tem, aproximadamente, 29 milhões de mulheres entre climatério e menopausa, o que totaliza 27,9% da população feminina brasileira

Fim da menstruação, queda de libido, fogachos, mudanças na região íntima e instabilidade emocional: essas são as alterações mais conhecidas da menopausa.

 

Entretanto, esse período não pode ser resumido apenas a isso, uma vez que há modificações em todo o organismo e, consequentemente, há sintomas que, embora menos conhecidos, podem surgir mesmo antes do fim completo do período menstrual.

 

Segundo números divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), até 2030, serão 1 bilhão de mulheres atravessando a menopausa. O Brasil tem, aproximadamente, 29 milhões de mulheres entre climatério e menopausa, o que totaliza 27,9% da população feminina brasileira, em pesquisas do IBGE. Abaixo, seguem quatro fatos que você, provavelmente, não sabia sobre esse período da vida.

 

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1) Sim, é possível engravidar na menopausa

 

 

Hoje em dia, com o avanço da ciência, é possível ter filhos em idades mais avançadas, seja por meio do congelamento de óvulos ou mesmo da ovodoação. Ou seja, embora as chances de engravidar durante essa fase sejam pequenas, não estão descartadas.

 

“Embora a mulher não produza óvulos de forma natural durante a menopausa, seu útero não envelhece. Por isso, é possível gestar um bebê saudável caso um embrião seja introduzido no útero”, explica a ginecologista Natacha Machado, que também é diretora clínica da Plenapausa, femtech voltada para mulheres na menopausa.

 

2) Dor nas articulações: um sintoma pouco conhecido

 

 

Assim como os outros sintomas, as dores articulares na menopausa também são causadas pelas alterações hormonais. Isso acontece pelo seguinte motivo: existem receptores de estrogênio nas articulações. Este hormônio protege os ossos e ajuda a manter baixa a inflamação das articulações. Durante a perimenopausa, que é o primeiro estágio da menopausa, os níveis de estrogênio diminuem e as articulações podem inchar e ficar doloridas.

 

A diminuição dos níveis de estrogênio também contribui para a perda de densidade óssea. Outro fator que gera dor articular, pois a redução da massa óssea deixa os ossos mais fracos e quebradiços, desenvolvendo então a osteoporose. Outra informação sobre esta questão é que a redução de estrogênio também gera inflamação das articulações, um problema chamado osteoartrite.

 

3) Mudanças na pele e no cabelo

 

 

Com a perda do colágeno, por causa da queda do estrogênio, a pele tende a ficar mais flácida e fina, enquanto há diminuição no crescimento dos cabelos, que ficam mais quebradiços, opacos e ressecados. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o colágeno é um dos grandes responsáveis por manter a firmeza da cútis e isso acontece porque seus ligamentos atuam como uma espécie de adesivo entre as células, mantendo o tecido cutâneo unido. Diante disso, seus efeitos são primordiais para a saúde e para a beleza, doando firmeza, elasticidade e hidratação à derme, além de contribuir para mantê-la mais protegida e conservada.

 

Considerar suplementos pode ser uma estratégia eficaz para compensar a diminuição natural que ocorre durante a menopausa. “Esses suplementos promovem a saúde da pele de dentro para fora. A suplementação com colágeno apresentou efeitos positivos em relação a critérios estéticos da pele, em especial a hidratação, abrangendo também critérios como elasticidade, melhor aparência de linhas de expressão e rugas, bem como a redução no grau de celulite”, diz a CEO da femtech Márcia Cunha.

 

4) Calorão não atinge todo mundo, não!

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Comparado a uma labareda que percorre o corpo, o tão famigerado calorão atinge de 60% a 80% das mulheres na menopausa. As ondas de calor, também conhecidas como fogachos, podem mudar em 4ºC a temperatura dos pés à cabeça em questão de segundos. E para quem sofre com esses sintomas, o verão costuma ser ainda mais desafiador.

 

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De acordo com estudo do periódico da Sociedade Americana de Menopausa, o qual avaliou mais de 12 mil mulheres com idades entre 40 e 65 anos no Brasil, Canadá, México, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia, as ondas de calor durante a menopausa estão ligadas à diminuição do estrogênio, o principal hormônio feminino. As mulheres brasileiras foram as que relataram os fogachos com maior intensidade, representando 36,2%, equivalente a um terço das entrevistadas. O clima foi o fator determinante, visto que o Brasil é um país mais quente. 

 

Fonte: com informações do Portal iG

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