22 de Abril de 2026

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Mulher na Política - 22/04/2026

Sabatinas para novo secretário-geral da ONU começam em NY; Brasil apoia Michelle Bachelet

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Foto: Reprodução

António Guterres deixa o comando da entidade neste ano. Brasil diz que Bachalet tem 'capacidade de facilitar o diálogo' e experiência em lidar com 'processos políticos complexos'.

Os candidatos ao cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) começaram a ser sabatinados na terça-feira (21), em Nova York, nos Estados Unidos, onde fica a sede da entidade. Atual secretário-geral, o português António Guterres deixará o comando da entidade neste ano por estar no último ano de seu segundo mandato. Ao todo, quatro candidatos estão na disputa: Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile; Rafael Grossi, diplomata argentino e atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica; Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente de Costa Rica; Macky Sall, ex-presidente de Senegal.


Desde o ano passado, o Brasil vem defendendo que, por consenso em torno da rotatividade, um cidadão latino-americano seja eleito secretário-geral. Além disso, o país sustenta que uma mulher seja escolhida. O Brasil tentou articular um apoio conjunto da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) a essa proposta. Em 80 anos desde sua fundação, a ONU já teve nove secretários-gerais, todos homens.

 

Em sua página oficial, a própria organização afirma que "a pressão está aumentando" para que uma mulher assuma como secretária-geral da entidade, mas acrescenta que "não há garantias". Nesse cenário, o país formalizou em fevereiro o apoio à candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e que já atuou como alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e diretora-executiva da ONU Mulheres. Em um comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que Michelle Bachelet possui "capacidade de facilitar o diálogo" e experiência em lidar com "processos políticos complexos", além de ter "compromisso com os valores fundamentais das Nações Unidas".

 

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"A postulação de Michelle Bachelet representa uma oportunidade de dotar a ONU de uma liderança com comprovada experiência, legitimidade internacional e vocação para serviço público. Subscrevemos essa candidatura com a convicção de que sua liderança contribuirá para o pleno cumprimento dos propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas", afirmou o Itamaraty. Diante desse contexto, o perfil oficial do ministério nas redes sociais tem replicado publicações feitas por Michelle Bachelet a respeito do que ela entende ser necessário à frente da ONU, caso seja eleita.

 

Atribuições do secretário


Conforme a ONU, cabe ao secretário-geral da entidade: liderar o secretariado da ONU e as operações globais; levar ao Conselho de Segurança questões que ameacem a paz internacional; atuar como mediador, defensor e porta-voz público em crises globais; implementar as decisões dos Estados-membros.


Lula cobra mudanças na ONU

 

Fotos: Reprodução


Em discursos no Brasil e no exterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem criticado a ONU de forma reiterada. O petista tem afirmado, por exemplo, que a entidade não tem mais a força que teve após o fim da Segunda Guerra Mundial, acrescentando que parte dos países que integram o Conselho de Segurança se envolve em conflitos, a exemplo de Estados Unidos e Rússia. Lula tem dito, ainda, que os países do Conselho de Segurança se tornaram "senhores da guerra", acrescentando que atualmente não há "uma instituição" capaz de pronunciar a palavra "paz" ao nível mundial. "O que nós estamos assistindo no mundo é a falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e os seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz. E são eles que estão fazendo as guerras", afirmou o presidente brasileiro em março deste ano.

 

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Quem é Michelle Bachelet

 

Michelle Bachelet é médica, socialista e ex-presidente do Chile, tendo governado o país duas vezes, entre 2006 e 2010 e depois entre 2014 e 2018. No retorno ao cargo, ela assumiu com a promessa de fazer reformas na educação, no sistema tributário e reduzir desigualdades sociais. No cenário internacional, Bachelet ganhou destaque como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, cargo no qual fez críticas a ataques às instituições democráticas e se posicionou em defesa da transparência eleitoral em diferentes países, incluindo o Brasil.

 

Fonte: com informações G1 

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