28 de Abril de 2026

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Internacional - 16/05/2022

Rússia afirma que candidaturas de Suécia e Finlândia à Otan são 'grave erro' com consequências de 'longo alcance'

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Foto: Reprodução

O Kremlin já prometeu represálias 'sem precedentes'

As candidaturas de Suécia e Finlândia para integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) são um "grave erro" que escalarão ainda mais as tensões da Rússia com o Ocidente, afirmou nesta segunda-feira, 16, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Riabkov.

 

Riabkov disse que "o nível de tensão" entre seu país e o Ocidente aumentará caso as novas adesões aconteçam.

 

"É um grave erro adicional, cujas consequências terão um longo alcance", declarou o vice-ministro, segundo a agência de notícias Interfax.

 

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Dmitry Peskov

 

Também nesta segunda-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia "acompanhará de perto" as candidaturas de Finlândia e Suécia para a Otan, que, segundo ele, não fortalecerão a "arquitetura da segurança da Europa".

 

Riabkov disse que a resposta da Rússia "dependerá das consequências práticas da adesão" dos dois países nórdicos à aliança militar ocidental.

 

Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, durante conferência em Pequim

Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, durante

conferência em Pequim

 

"Para nós, está claro que a segurança da Suécia e da Finlândia não será reforçada por esta decisão", afirmou.

 

No domingo, 15, a Finlândia reafirmou a intenção de pedir adesão à Otan. No mesmo dia, o partido social-democrata da Suécia, do governo, aprovou no Parlamento do país a candidatura à aliança militar.

 

Fronteira entre Rússia e Finlândia — Foto: Arte/g1

 

Ambos os países mantinham à década o modelo de neutralidade, pelo qual não aderiam a nenhuma aliança militar e nem enviavam tropas ao exterior. Os dois não entraram para a Otan nem durante a Guerra Fria.

 

A mudança de rumo, considerada o principal movimento da geopolítica mundial em decorrência da invasão da Rússia à Ucrânia, é considerada uma grande ameaça pela Rússia, que alega que a Otan vem buscando se aproximar de seu território nos últimos anos.

 

Presidente da Finlândia, Sauli Niinisto  — Foto: AP Photo

Presidente da Finlândia, Sauli Niinisto

(Fotos: Reprodução)

 

A Finlândia, vizinha da Rússia, compartilha 1.300 quilômetros de fronteira com o país.

 

A Rússia justificou, entre outras alegações, a ofensiva contra a Ucrânia por sua aproximação da Otan e pelou apoio político, diplomático e militar da organização ao governo ucraniano. Moscou pretendia, desta maneira, afastar os ocidentais de suas fronteiras.

 

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Os países da Aliança também estão fornecendo grandes quantidades de armas às forças ucranianas que lutam contra o exército russo há quase três meses.

 

Fonte: Portal G1

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