O número de profissionais atuando é expressivo, mas sem registro, não conseguimos fortalecer a profissão nem garantir os direitos trabalhistas?, destacou.
No episódio mais recente do Ela Podcast, recebemos uma convidada que representa um setor essencial e muitas vezes invisibilizado da saúde pública na Amazônia: Rose Campos, presidente do Sindicato dos Biomédicos do Amazonas (SINDIBIOM-AM). Em uma conversa clara e assertiva, ela expôs os principais desafios da categoria, refletindo sobre o cenário atual, o papel do sindicato e a necessidade de união para fortalecer a profissão no estado.
Durante a entrevista, Rose revelou um dado que chama atenção: estima-se que de 5 a 6 mil biomédicos atuem hoje no Amazonas, mas apenas cerca de 1.300 a 1.400 estão registrados no Conselho Regional de Biomedicina (CRBM). A baixa taxa de registro dificulta não apenas a atuação legal, mas compromete a representatividade da categoria e sua valorização institucional.
“É muito importante que o biomédico se registre no Conselho. O número de profissionais atuando é expressivo, mas sem registro, não conseguimos fortalecer a profissão nem garantir os direitos trabalhistas”, destacou.
Veja também

Ela Podcast recebe advogadas que transformam o futebol feminino no Amazonas

Fundado em 2014, o Sindicato dos Biomédicos do Amazonas atravessa atualmente um processo de reestruturação profunda. Segundo Rose, apesar da entidade já ter alguns anos de existência, a atual gestão — assumida recentemente — está atuando como se fosse do zero, com foco em consolidação, aproximação e diálogo.
“Estamos reconstruindo o sindicato. Precisamos que o biomédico entenda que só há força quando há união. Um sindicato sem associados não é forte. Precisamos dessa adesão para representar melhor a categoria”, explicou. Um dos primeiros passos da nova gestão foi tornar o sindicato mais atrativo e acolhedor para os profissionais. Rose compartilhou que, desde o convite para compor a chapa, sabia que era necessário oferecer vantagens concretas ao biomédico associado.
E foi atrás de parcerias:
.jpeg)
• Assessoria jurídica especializada
• Convênios com universidades para formação e pós-graduação
• Descontos em laboratórios para exames laboratoriais e de imagem
• Rede de apoio à saúde do profissional
Esses benefícios visam estimular a associação ao sindicato e criar um ambiente de suporte mútuo, com mais estrutura e respaldo institucional para o biomédico amazonense. Encerrando sua participação, Rose fez um apelo direto aos colegas de profissão:
.jpeg)
Fotos: Reprodução/Portal Mulher Amazônica
“A nossa gestão é nova, mas o sindicato tem história. Estamos em fase de consolidação, reconstruindo com muito esforço e dedicação. Convido você, biomédico que ainda não é associado, a se juntar a nós nessa luta diária por reconhecimento e valorização. Só assim poderemos ter um sindicato forte e atuante no Amazonas.”
O Ela Podcast agradece imensamente a participação de Rose Campos, presidente do SINDIBIOM-AM, por compartilhar informações tão valiosas e levantar questões urgentes sobre a realidade da biomedicina na Amazônia. Sua presença reforça o compromisso do nosso canal em dar voz a profissionais que fazem a diferença, mesmo diante de desafios históricos e estruturais.
Portal Mulher Amazônica
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.