A coleção não se limita à estética.
O Dunedin Fine Arts Center, na Flórida (EUA), foi cenário de um espetáculo que uniu moda, arte e cultura brasileira em uma noite memorável. O estilista Rogério Martinn apresentou sua mais nova criação, a coleção 2025 – Desamarre os Nós, que emocionou o público e projetou a identidade do Brasil em um palco internacional.
A coleção não se limita à estética. Com peças repletas de cores e detalhes simbólicos, Martinn propôs uma reflexão sobre a necessidade de romper barreiras emocionais, sociais e culturais. Desamarre os nós surge como um convite à libertação: “Desatar nós é o melhor desfecho que podemos dar às narrativas individuais, comunitárias e identitárias — ou até mesmo ao relato da nossa história em escala global.
Na coleção apresentada, essa narrativa está presente em cada peça, simbolicamente representada com detalhes em nós. O uso das cores é uma alusão ao positivismo, um guia para o bom senso, para a busca de nós mesmos e para nos livrarmos das amarras emocionais. A inclusão de gênero e nacionalidade também se fez presente através da diversidade do casting de modelos, que representou de forma autêntica a pluralidade que me inspira”, afirmou o designer.
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A influência amazônica e a força da diversidade

A pesquisa que deu vida à coleção também tem raízes no Brasil. Rogério Martinn passou um ano em Manaus, onde mergulhou nos encantos da Amazônia. Da diversidade cultural às cores exuberantes da floresta, sua vivência no Norte do país tornou-se fonte de inspiração. “A Amazônia me ensinou que a força da arte está nos detalhes da natureza e na energia do povo que a habita”, contou o estilista.
Essa essência ganhou vida na passarela por meio de looks que misturavam intensidade cromática, formas ousadas e texturas ricas, sempre conectadas à proposta de liberdade e autenticidade.
Elegância na passarela, impacto no público

As modelos que desfilaram a coleção imprimiram elegância e sofisticação, realçando o impacto das peças. Cada passo foi uma performance que uniu delicadeza, força e simbolismo, traduzindo em movimento o conceito central da coleção. O público, atento a cada detalhe, pôde contemplar não apenas a beleza estética, mas também a mensagem de Martinn: a moda como arte que comunica, provoca e conecta culturas.
O museu como palco de brasilidade

O Dunedin Fine Arts Center, reconhecido por valorizar a arte contemporânea, foi palco perfeito para o desfile. Entre instalações artísticas e obras visuais, a passarela ganhou significado ampliado, tornando-se espaço de diálogo entre a moda brasileira e a sensibilidade internacional.
Um grito de brasilidade no mundo

Fotos: Divulgação
Mais do que um desfile, “Desamarre os nós” foi um manifesto de brasilidade. Cores, símbolos e movimentos traduziram o espírito de um país que pulsa criatividade, diversidade e emoção. Rogério Martinn provou que a moda, quando conectada às raízes culturais, é capaz de atravessar fronteiras e dialogar com o mundo.
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