Pesquisa apontou que pessoas que faziam mais de 16h de restrição alimentar tinham maior risco de morte cardiovascular. Médicos criticaram
O jejum intermitente segue despertando polêmicas. Algumas pesquisas apontam benefícios para a estratégia alimentar, mas outros insistem nos riscos da prática.O resumo de um estudo divulgado por nutricionistas chineses em 18/3 se alinha ao segundo grupo e aponta que, a longo prazo, os efeitos da prática alimentar podem ser graves, com maior incidência de doenças cardiovasculares e de morte precoce.
Os pacientes que faziam jejum intermitente e ficavam mais de 16h por dia sem comer apresentaram risco de morte por doença cardíaca 91% maior que os outros. Os jejuns de até 14h diárias foram associados a um aumento de 66% do risco de morte prematura. Estes números, porém, têm sido alvo de críticas.
O estudo foi divulgado durante um congresso da American Heart Association, mas ainda não foi publicado em versão completa. Ele analisou dados de saúde de pessoas fazendo jejum intermitente (com períodos de 12h a 20h de restrição alimentar) por um longo período: foram em média oito anos avaliando o histórico de saúde de 20 mil pacientes.As informações estavam em um banco de dados de saúde americano.
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Os participantes foram divididos em grupos a partir do período de tempo que comiam ao longo do dia segundo o que haviam respondido em duas entrevistas que foram feitas previamente.Pessoas que se alimentavam sem jejum (13 mil) foram comparadas a indivíduos que faziam jejuns divididos em três grupos: de 12h a 14h por dia (4 mil), de 14h a 16h (1,4 mil) e acima de 16h (414).
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Fotos: Reprodução/Google
Ao longo da pesquisa, 2,7 mil participantes morreram, sendo 840 por causas cardiovasculares. Destes, 31 faziam jejuns intermitentes extremos. Entre as pessoas que não faziam jejum, 3,57% delas morreram por doenças cardiovasculares ao longo dos oito anos da pesquisa. Considerando os óbitos de indivíduos no maior nível de jejum, foram 7,48%. No grupo das pessoas que faziam jejum de até 14h, 5,49% morreram de causas cardíacas.
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A pesquisa apontou que pessoas que concentravam todas suas refeições em um intervalo de apenas 8h diárias tinham um maior risco de morte cardiovascular quando eram comparadas às demais.
Fonte: com informações da Revista Veja
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