30 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 23/11/2024

Rio Negro sai do nível considerado seca extrema após atingir marca de pior estiagem da história, diz CPRM

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Foto: Reprodução

Segundo o Serviço Geológico Brasileiro (SGB) antigo CPRM, uma recuperação lenta mas que já começa a mudar o cenário e a rotina dos moradores afetados pela seca deste ano.

O Rio Negro saiu do nível considerado seca extrema, abaixo de 14,5 metros e está com 14,18. Segundo o Serviço Geológico Brasileiro (SGB) antigo CPRM, uma recuperação lenta mas que já começa a mudar o cenário e a rotina dos moradores afetados pela seca deste ano.

 

Desde o inicio da vazante, o nível do rio subiu 2,07 metros. A superintendente do SGB, Jussara Cury, informou que há um processo de recuperação de nível do rio, visto que há subidas de outros rios da região.

 

"A região, como um todo, configura o processo de recuperação de nível, pois o Madeira apresenta subidas, o Puruz também apresenta um processo de subida, da mesma forma ocorre no alto Rio Negro, ali na região de Santa Isabel do Rio Negro, que voltou a subir. Então é uma configuração da bacia de recuperação de nível, saindo daquela fase de vazante, seca severa, para a estabilidade dos níveis nos próximos dias. Só que os prognósticos climáticos ainda indicam certa instabilidade desse retorno do período chuvoso para a região", informou a superintendente


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Foto: Reproduçaõ/Google

 

Neste ano, o Rio Negro atingiu 12,11 metros, o menor nível já registrado em mais de 120 anos de medição. Esse fenômeno alterou o cenário do Encontro das Águas e levou a prefeitura de Manaus a fechar a Praia da Ponta Negra.

 

Na orla, bancos de areia surgiram no meio do rio, forçando as embarcações a se afastarem cada vez mais do local onde costumavam atracar, próximo à via pública. Essa situação também impactou o escoamento da produção das empresas do Polo Industrial da capital, que tiveram que instalar um píer flutuante em Itacoatiara para facilitar o recebimento de insumos e o envio de mercadorias produzidas pela indústria.

 

Dados da Defesa Civil do Amazonas indicam que o Rio Negro parou de descer ao atingir 12,11 metros no dia 12 de outubro. No dia seguinte, 13 de outubro, o nível começou a subir lentamente.

 

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Na quarta-feira, 23, o rio parou de encher ao alcançar a marca de 12,50 metros. Na quinta-feira, 24, o nível das águas se manteve estável nesse patamar. No dia seguinte, sexta-feira, 25, o rio começou a retroceder, um fenômeno que os pesquisadores chamam de "repiquete". Desde então, as águas vem descendo a cada dia.

 

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