07 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Ciência e Tecnologia - 04/06/2024

Revolução no tratamento do câncer de pulmão: Novos medicamentos mostram resultados extraordinários

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Sociedade Americana de Oncologia dos EUA reunida em Chicago

Pesquisas inovadoras apresentadas na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) em Chicago, Estados Unidos, revelam avanços promissores no combate ao câncer de pulmão. Dois estudos de fase 3 destacam-se por sua eficácia impressionante em diferentes tipos de câncer pulmonar, prometendo transformar o cenário do tratamento oncológico.

 

No ensaio LAURA, que é o primeiro de fase 3 a avaliar um agente direcionado após quimiorradioterapia (CRT) em câncer pulmonar de células não pequenas avançado, o medicamento osimertinibe mostrou-se revolucionário. Os resultados indicaram que o osimertinibe aumentou em quase sete vezes a sobrevida livre de progressão dos pacientes, com uma mediana de 39 meses comparada aos 6 meses do grupo placebo. Além disso, 74% dos pacientes que receberam osimertinibe não apresentavam progressão da doença após 12 meses, em contraste com apenas 22% no grupo placebo. A incidência de novas lesões foi significativamente menor, com 22% no grupo tratado contra 68% no grupo controle.

 

William Nassib William Junior, líder nacional da especialidade tumores torácicos da Oncoclínicas, destacou a consistência dos benefícios em todos os subgrupos de pacientes, redefinindo o paradigma de tratamento para o câncer de pulmão com mutação EGFR. "Os resultados do LAURA demonstram que o osimertinibe supera significativamente a imunoterapia para pacientes com essa mutação, estabelecendo um novo padrão de cuidados."

 

Veja também

 

Gestão defende integração federativa para avançar no Governo Digital
Sonda chinesa pousa lado oculto da Lua quase um mês após lançamento

 

Foto: Reprodução/Pixabay

 

Mauro Zukin, oncologista da Oncologia D'Or, também enfatizou a importância dessa nova terapia. "Esse avanço muda a trajetória da doença e representa um marco na medicina. O osimertinibe deve ser o novo padrão de tratamento para câncer de pulmão de células não pequenas."

 

Outro estudo de grande relevância é o ADRIATIC, o primeiro avanço significativo em duas décadas para o câncer de pulmão de pequenas células. O estudo multicêntrico envolveu 216 pacientes de 17 países, analisando a eficácia do imunoterápico durvalumabe. Os resultados mostraram uma redução de 27% no risco de morte em comparação com o placebo. A mediana de sobrevida estimada foi de 55,9 meses para os que receberam durvalumabe, em comparação a 33,4 meses para o grupo placebo. Aos três anos, 57% dos pacientes tratados com durvalumabe estavam vivos, contra 48% no grupo placebo.

 

Mauro Zukin, que participou do congresso, expressou entusiasmo com os resultados. "Esse estudo representa um avanço significativo, estabelecendo a imunoterapia como um novo padrão de tratamento para câncer de pulmão de pequenas células. Estamos testemunhando uma mudança fundamental no tratamento dessa patologia."

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram

 

Com esses avanços, a luta contra o câncer de pulmão entra em uma nova era, oferecendo esperança renovada para milhares de pacientes em todo o mundo. A introdução do osimertinibe e do durvalumabe promete redefinir os padrões de tratamento e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. 

 

Fonte: com informações do Correio Braziliense

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.