Segundo o delegado da Polícia Federal (PF), Humberto Freire de Barros, uma parcela das queimadas pode ter sido realizada mediante ações coordenadas, pois uma investigação preliminar da Polícia indica a execução simultânea de incêndios.
O ano de 2024 no Brasil foi marcado por vários eventos críticos que culminaram em crises. Algumas delas desencadearam processos importantes, outras foram esquecidas ou gerenciadas de modo com que os efeitos fossem mitigados de forma bem-sucedida.
Durante o fim de abril e o começo de maio de 2024, o Estado do Rio Grande do Sul foi atingido por enchentes, resultantes de fortes chuvas na região. Esse acontecimento fez com que as bacias dos rios Caí, Gravataí, Jacuí, Pardo, Sinos e Taquari, além do Lago Guaíba e da Lagoa dos Patos, transbordassem e a água invadisse os municípios e áreas no entorno.
De acordo com a última atualização da Defesa Civil, 478 cidades foram afetadas (o que representa mais de 90% dos municípios gaúchos), 183 pessoas morreram, 27 ainda estão desaparecidas e mais de 2 bilhões foram atingidas.
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Milhares de pessoas tiveram que sair de suas casas, estradas foram bloqueadas e diversas atividades foram suspensas, como as do Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre. Esse episódio foi considerado o maior desastre climático da história do RS e seus impactos são sentidos até hoje na economia, infraestrutura, meio ambiente, logística e saúde mental.
A partir deste caso ficaram explícitas várias falhas, a exemplo de comunicação de risco precária, reduzida percepção de risco e gestão pública ineficiente. No período, cabe destacar ainda os efeitos do negacionismo científico e do fenômeno da desinformação orquestrada que acabou atrapalhando os resgates, a ajuda humanitária e a ação por parte da população afetada.
Queimadas pelo Brasil ameaçam biodiversidade e tornam crítica a qualidade do ar em mais de 10 Estados
Fotos: Reprodução/Google
Entre janeiro e setembro de 2024, 22,38 milhões de hectares foram queimados no Brasil, 150% a mais do que em 2023. Cerca de três a cada quatro hectares incendiados nos nove primeiros meses do ano correspondem a vegetações nativas, e os estados que mais tiveram áreas queimadas foram Mato Grosso, Pará e Tocantins. Setembro é o mês que possui o pico dos incêndios, revelando 10,65 milhões de hectares queimados, que atingiram principalmente a Amazônia e o Cerrado. Segundo o delegado da Polícia Federal (PF), Humberto Freire de Barros, uma parcela das queimadas pode ter sido realizada mediante ações coordenadas, pois uma investigação preliminar da Polícia indica a execução simultânea de incêndios.
A PF já instaurou 101 inquéritos para investigar queimadas criminosas. Vários estados ficaram dias sob efeito da fumaça que se alastrou pelo país. No Rio Grande do Sul, cenário das enchentes em maio, além da fumaça, também registrou a ocorrência da “chuva preta” em setembro, composta por partículas sólidas decorrentes da fuligem, fenômeno que pode ocasionar impactos na saúde de pessoas e animais, além de contaminar as águas dos rios e a biodiversidade.
Fonte: com informações Uol
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