O relógio foi concebido como uma metáfora visual para ilustrar o quão perto a humanidade está de uma catástrofe global
O Relógio do Juízo Final foi criado em 1947 pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, uma organização fundada por cientistas da Universidade de Chicago que haviam participado do Projeto Manhattan (responsável pelo desenvolvimento das primeiras bombas atômicas).
O relógio foi concebido como uma metáfora visual para ilustrar o quão perto a humanidade está de uma catástrofe global, especialmente em relação à guerra nuclear. Ao longo dos anos, outros fatores passaram a ser considerados, como mudanças climáticas, avanços tecnológicos perigosos (como inteligência artificial descontrolada) e pandemias.
Grupo de cientistas calcula qual será o horário do ano. Eles levam em consideração o quão próximos da destruição da humanidade estamos a partir de tecnologias que nós mesmos criamos. Originalmente, a estimativa começou a ser feita levando em consideração o risco de uma guerra nuclear após as bombas de Hiroshima e Nagasaki ao fim da Segunda Guerra.
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A meia-noite no relógio simboliza o ponto de destruição total da civilização, e os ajustes no horário são feitos anualmente com base em avaliações dos riscos globais. Essas decisões são tomadas pelo Conselho de Ciência e Segurança do Boletim, que inclui cientistas renomados e especialistas em política global.
Relógio do Juízo Final, também conhecido internacionalmente como Doomsday Clock, foi ajustado na última terça (28) pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, que anunciaram que a Terra e a humanidade estão a 89 segundos do fim do mundo: o mais próximo da destruição total desde que o instrumento foi criado, há 78 anos.
Daniel Holz, presidente do Conselho de Ciência e Segurança do Boletim dos Cientistas Atômicos, comentou sobre o recente ajuste do Relógio do Juízo Final para 89 segundos antes da meia-noite. Ele afirmou que “o ajuste para 89 segundos antes da meia-noite é um alerta claro para os líderes mundiais”. Holz destacou que fatores como risco nuclear, mudanças climáticas e avanços em inteligência artificial contribuíram para essa decisão.
Ele enfatizou que, embora esses desafios não sejam novos, houve poucos avanços para enfrentá-los e, em muitos casos, a situação está piorando. Holz também mencionou que 2024 foi o ano mais quente já registrado, e que, apesar do crescimento na energia eólica e solar, o mundo ainda não está fazendo o suficiente para evitar os piores impactos das mudanças climáticas.
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Fotos: Reprodução/Google
Para os cientistas o maior risco em 2025 é o espalhamento de desinformação, fake news e teorias da conspiração, apontou o comitê. Outras questões também colocam o mundo mais próximo à destruição. Pesaram no cálculo o aumento do risco nuclear devido à crescimento nos investimentos do arsenal de potências e os conflitos ativos entre elas; mudanças climáticas e a atuação insuficiente de governos para combatê-las (p.ex.: a retirada dos EUA do Acordo de Paris) e avanços em tecnologias disruptivas (como biotecnologia e inteligência artificial) que não receberam a regulamentação necessária.
O avanço do Relógio do Juízo Final para 89 segundos da meia-noite é um marco alarmante que exige atenção imediata. Este indicador não é apenas simbólico, mas um reflexo real dos riscos crescentes enfrentados pela humanidade, incluindo conflitos nucleares, a crise climática e desafios éticos na evolução tecnológica. É indispensável que as autoridades globais deixem de lado disputas políticas e se unam para criar políticas e ações que promovam a paz, a sustentabilidade e a cooperação internacional. O futuro do planeta depende das decisões tomadas hoje.
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