O evento vai discutir as principais tendências, desafios e oportunidades que vêm moldando o futuro do trabalho, com atenção especial ao contexto amazônico e às transformações globais que afetam o mundo corporativo.
O Ela Podcast recebeu Regivane Aquino, Gerente Comercial da Randstad Brasil e Vice-Presidente de Relações Institucionais da ABRH Amazonas, para uma conversa profunda sobre inovação, gestão de pessoas e os desafios de liderar em um cenário em constante transformação. No início da entrevista, conversamos sobre o congresso que será realizado nos dias 27 e 28 de novembro, trazendo o tema “Seja Disruptivo, Viva La Vida”. O evento vai discutir as principais tendências, desafios e oportunidades que vêm moldando o futuro do trabalho, com atenção especial ao contexto amazônico e às transformações globais que afetam o mundo corporativo.
A programação contará com palestrantes de destaque no cenário nacional e internacional, além de uma exposição gratuita voltada à apresentação de produtos e serviços relacionados à gestão de pessoas. Considerado o maior evento de Gestão de Pessoas e Recursos Humanos da Amazônia, o CONAMARH reúne líderes e profissionais interessados em discutir caminhos inovadores para o desenvolvimento humano e organizacional.
Durante a entrevista, Regivane refletiu sobre sua trajetória e sobre o espírito do congresso. Ela destacou que sua história profissional sempre esteve profundamente ligada ao encontro entre propósito, negócios e pessoas. Diante de um cenário marcado por rápidas transformações tecnológicas e culturais, acredita que inovação e humanidade não são opostas, mas forças que se complementam.
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Para ela, desenvolvimento é indispensável e faz parte da jornada de todos. No entanto, essa evolução só tem sentido quando é atravessada por humanidade, consciência de impacto e pelas transgressões positivas que impulsionam a sociedade para frente. Regivane contou que sempre buscou fazer diferente, não inovando apenas pelo novo, mas renovando valores, revisitando crenças, preservando o que é essencial e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para o novo.
Ela explicou que, no atual contexto, o grande desafio das lideranças é manter o equilíbrio entre avançar sem perder o cuidado, inovar sem se desconectar das pessoas e transformar sem abandonar a essência. Sua própria jornada tem sido marcada por essa busca constante: refazer percursos quando necessário, ajustar a rota, abrir caminhos e crescer com propósito e coerência. Ao falar sobre o conceito de ser disruptivo no contexto amazônico, Regivane reforçou que disrupção não significa apenas adotar tecnologia. Na Amazônia, ser disruptivo envolve compreender o território, respeitar a cultura local, reconhecer os desafios sociais e construir soluções que unam sustentabilidade, inclusão e desenvolvimento.
Outro ponto central da entrevista foi a convivência entre diferentes gerações dentro das empresas. Regivane comentou que esse encontro entre perspectivas distintas tem provocado transformações profundas na cultura organizacional. Ela ressaltou o valor inegociável da geração 50+ e 60+, composta por profissionais que carregam resiliência, propósito, valores sólidos e uma trajetória que nenhuma tecnologia substitui.
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A longevidade ativa, a preocupação com saúde e bem-estar e a qualidade de vida ampliada transformaram a forma como essas gerações são vistas no mercado. Se antes eram associadas ao fim da carreira, hoje representam força produtiva, maturidade e consistência. Esse reaproveitamento de talentos experientes, além de inclusivo, é estratégico para fortalecer equipes e conectar passado, presente e futuro.
Em contraponto, Regivane falou sobre a chegada da geração Z ao mercado de trabalho. Com base em pesquisas internacionais da Randstad, ela explicou que vivemos uma escassez global de mão de obra, o que influencia diretamente o comportamento e as expectativas dos jovens profissionais. A geração Z busca conforto emocional, equilíbrio, flexibilidade e qualidade de vida. Muitos evitam cargos de liderança por compreenderem que assumir essas posições exige lidar com pressões, riscos e decisões complexas que nem sempre estão dispostos a enfrentar. Para muitos desses jovens, errar não é uma possibilidade aceitável, e isso gera uma distância entre o que esperam e o que o mercado exige.
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Fotos: Reprodução/Portal Mulher Amazônica
A conversa com Regivane Aquino reforçou que o futuro da liderança na Amazônia exige coragem para se reinventar e, ao mesmo tempo, compromisso profundo com o humano. Suas reflexões estão totalmente alinhadas ao tema do CONAMARH e apontam para um caminho de lideranças mais conscientes, equilibradas e preparadas para os desafios de um novo tempo.
O Ela Podcast encerrou a entrevista com a certeza de que as contribuições de Regivane serão essenciais na construção de empresas mais inclusivas, inovadoras e alinhadas às demandas de uma Amazônia que pulsa transformação. A idealizadora do Portal Mulher Amazônica e do Ela Podcast, Maria Santana, agradece a participação de Regivane Aquino pela entrevista concedida, destacando a importância de suas reflexões e contribuições para o fortalecimento da liderança e da gestão de pessoas na Amazônia.
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