08 de Maio de 2026

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Educação - 20/03/2022

Recém-anunciadas, novas regras do Enem divide opiniões. Entenda

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Foto: Reprodução

União Brasileira dos Estudantes repudia alterações, enquanto Movimento pela Base prevê dias melhores para a educação

O Novo Enem, a ser aplicado a partir de 2024 para estudantes que cursam hoje o 1º ano do ensino médio, vai ser modificado para atender às novas diretrizes do MEC para o ensino médio. Entre as alterações está prevista a possibilidade de questões abertas nas provas objetivas, em vez do formato múltipla escolha, aplicado atualmente.

 

As novas regras, anunciadas na quinta-feira (17), pelo ministro da educação, Milton Ribeiro, e equipe, são alvo de críticas da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que prepara “uma reação à altura”. Em contrapartida, entidades como Movimento pela Base, rede não governamental e apartidária de pessoas e instituições, que desde 2013 se dedica a apoiar a construção e implementação de qualidade da base nacional curricular do novo ensino médio, aplaudiram as alterações.

 

Pelo novo modelo, as provas do Enem continuarão a ser realizadas em dois dias, sendo dividido respectivamente em primeiro e segundo instrumento onde, o mesmo será aplicado para todos os candidatos. Sendo que em comum terão as provas de redação, língua portuguesa e matemática. A disciplina de inglês, obrigatória no novo ensino médio, vai aparecer na área de linguagens e poderá estar ligada á questões de outras matérias.

 

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No segundo dia, os candidatos poderão optar por um outro bloco com duas áreas do conhecimento, a partir de seu curso técnico e levando em consideração qual será a graduação desejada. Sendo o 1 de linguagens e ciências humanas; o 2 matemática e ciências da natureza; o 3 matemática e ciências humanas; e o 4 ciências da natureza e ciências humanas.

 

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A presidenta da União Brasileira dos Estudantes (Ubes), Rozana Barroso, recebeu com indignação o anúncio das novas diretrizes do Enem. Segundo ela, uma comissão de professores, estudantes e especialistas estão discutindo o assunto para definir as ações a serem adotadas. “Desde o início da pandemia tentamos nos reunir com o MEC para falar sobre o Enem, mas nosso pedido nunca foi atendido. Chegamos a marcar audiência com o ministro da educação e também fomos ignorados”, disse Rozana, lembrando que o último Enem obteve o menor número de inscrições nos últimos 13 anos.


A implementação do novo ensino médio, segundo ela, foi, da mesma forma, realizada sem diálogo com os estudantes e com a comunidade escolar. “Estamos extremamente indignados. Poderíamos observar maiores avanços caso houvesse diálogo. Lutaremos até o último segundo para que o Enem não seja prejudicado e atrapalhe o sonho de milhares de estudantes. Estamos em alerta com essas mudanças e também com o novo ensino médio, que precariza o ensino e o trabalho do professor”, afirma.


Para a diretora de articulação do Movimento pela Base, Alice Ribeiro, as novas regras do Enem são “coerentes, claras e essenciais”. “É absolutamente importante para as famílias dos estudantes. O fato é que essa proposta foi amplamente discutida por dois anos com a sociedade e aprovada por unanimidade, com a premissa apontada pelo Conselho Nacional de Educação”, declarou.

 

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Fotos: Reprodução

 

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Ela considera essencial que haja uma discussão mais ampla também sobre o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) - conjunto de avaliações externas em larga escala que permite ao Inep realizar um diagnóstico da educação básica brasileira e de fatores que podem interferir no desempenho do estudante -,“cujo futuro precisa ser esclarecido”, e também sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que reúne, em um só indicador, os resultados de dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação, o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações.

 

Fonte: Correio Braziliense

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