20 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Esporte - 22/10/2021

Rebeca Andrade busca primeira medalha em Mundiais e mais um feito histórico para o Brasil

Compartilhar:

Quase três meses após brilhar na Olimpíada de Tóquio, Rebeca Andrade pode fazer história novamente no Japão. Além de buscar sua primeira medalha em Mundiais, em Kitakyushu, a ginasta pode se tornar a primeira atleta brasileira a subir ao pódio duas vezes numa mesma edição do evento, que só perde em importância para os Jogos Olímpicos.

 

O feito poderá ser obtido na madrugada deste sábado, a começar pela final do salto, às 4h45, pelo horário de Brasília. Ela avançara à decisão de sua principal prova na primeira colocação, com média de 14,800. Rebeca competirá com a confiança de quem foi campeã olímpica no salto na capital japonesa. "Na final, preciso estar tão concentrada como estive hoje", disse a ginasta, na terça, após superar a fase classificatória.

 

Menos de duas horas depois de saltar na final, Rebeca também brigará por vaga no pódio nas barras assimétricas, a partir das 6h25. Mesmo sem ser favorita, ela obteve a melhor média na classificação, com 15,100. Se confirmar o bom momento na prova e também subir ao pódio nesta prova, fará história mais uma vez na ginástica brasileira, tornando-se a primeira a obter duas medalhas num mesmo Mundial. "Se vier, vai ser incrível. Vou ficar muito feliz de colocar o meu nome na história mais uma vez", projetou a atleta de 22 anos.

 

Veja também

 

Corte de verbas das seleções de base do nado gera crise entre CBDA e COB

Mundial de Ginástica: Rebeca Andrade avança a 3 finais de aparelhos

 

Rebeca Andrade busca 1ª medalha em Mundiais

 

Rebeca já havia brilhado na competição ao se tornar a primeira brasileira classificada para três finais. A terceira será na trave, na manhã de domingo. Com a média de 13,400, ela ficou com a oitava e última vaga para esta decisão de medalha.

 

As finais são importantes para Rebeca pelo significado especial que um Mundial tem em sua trajetória. Consagrada na Olimpíada, ela ainda busca a primeira medalha nesta competição. Esta lacuna em seu currículo tem ligação direta com os seguidos problemas físicos que enfrentou nos últimos anos.

 

Rebeca Andrade busca 1ª medalha

Fotos: Reprodução

 

As três cirurgias no joelho direito, num intervalo de quatro anos, tiraram de Rebeca a chance de brilhar em três edições do Mundial. Em 2015, em Glasgow, faria sua estreia como ginasta da categoria adulta. Mas a lesão, faltando poucos meses para o evento, acabou com seus planos. Na época, já era cotada para o pódio.

 

A história se repetiu em Montreal, dois anos depois, e em Stuttgart, em 2019. No Mundial no Canadá, ela se machucou durante o aquecimento para o treino de pódio, já no local da competição. Há dois anos, nova lesão, no Campeonato Brasileiro, impediu sua participação no evento. E ainda colocou em risco sua participação em Tóquio. O "descanso" propiciado pela pandemia de covid-19 acabou acelerando sua recuperação.

 

Na Olimpíada, ela brilhou com duas medalhas, outro feito histórico. Rebeca foi a primeira atleta brasileira a conquistar dois pódios numa única edição dos Jogos. Além do ouro no salto, levou a prata no individual geral, quando encantou o mundo com seu "Baile de Favela" na prova do solo.

 

Curtiu? Siga o Mulher Amazônica no FacebookTwitterTelegram e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp.

 

Em Kitakyushu, a ginasta optou pela cautela, em razão do desgaste físico dos últimos anos, e decidiu não competir tanto no solo quanto no individual geral. A meta é retomar estas duas provas em 2022, visando os Jogos de Paris-2024.

 

Fonte: MSN.com /Estadão

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.