Senador disse que proposta deve retirar do teto de gastos as despesas com Bolsa Família pelos próximos 4 anos
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), integrante da equipe de transição, disse, na ultima segunda-feira (21/11), que o texto da PEC da Transição, que busca viabilizar a manutenção do Bolsa Família em R$ 600, deve ser finalizado até esta terça-feira (22/11).
“Amanhã, no máximo, creio que a gente consegue. O senador Marcelo Castro [relator do Orçamento de 2023] está agilizando. Eu acho que nas próximas horas teremos esse texto e, em seguida, uma reunião para finalizarmos, contextualizarmos e apresentarmos aos parlamentares, ao Parlamento e a todos”, disse Randolfe a jornalistas ao chegar às instalações do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília.
“Eu acho que até amanhã já tem um texto. Acho que o texto não será muito diferente do que vocês já estão sabendo, estão divulgando, com a margem de quatro anos”, prosseguiu o senador, que prega “diálogo” com o Congresso. Randolfe defendeu uma margem necessária para atender os 33 milhões de brasileiros que estão passando fome.
Veja também

Relator do Orçamento diz que auxílio 'não pode ter condicionantes'
Por 2026, aliados de Lula resistem a 'entregar' Bolsa Família a Tebet
Teto de gastos

Segundo Randolfe, “o mais provável” é que a retirada das despesas com o Bolsa Família do teto de gastos ocorra por quatro anos, o período completo do mandato conquistado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). Expoentes do Centrão, como o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), insistem em aplicar a medida apenas no ano que vem.
O teto de gastos é uma regra constitucional que impede as despesas do governo de crescerem acima da inflação do ano anterior.
A medida apresentada pela equipe de transição do presidente eleito prevê que quase R$ 200 bilhões fiquem fora do teto. Como alternativa, o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) apresentou nesta segunda uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o limite de R$ 70 bilhões fora do teto.

Fotos: Reprodução
No texto, o parlamentar afirma que a redução de R$ 175 bilhões para R$ 70 bilhões seria suficiente para a ampliação do Bolsa Família, garantindo o valor de R$ 600 mensais, mais R$ 150 por criança de até 6 anos.
O objetivo do documento apresentado pelo grupo de Lula ao relator-geral do Orçamento, Marcelo Castro (MDB-PI), na última quarta-feira (17/11), é assegurar o pagamento de R$ 600 mensais aos beneficiários, além de garantir um benefício adicional, no valor de R$ 150, a ser pago para famílias com crianças menores de 6 anos. Estima-se que só essa medida chegue a R$ 175 bilhões.
Outros R$ 23 bilhões previstos na PEC seriam gastos em projetos socioambientais e para arcar com despesas de universidades e institutos federais, desde que o montante despendido seja proveniente de doação ou convênio. A quantia também seria revertida em investimentos para o novo governo. O valor corresponde a 6,5% do excesso de arrecadação de receitas correntes do último ano.
Fonte: Com informações do Portal Metrópoles
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.