Aliados do ex-presidente veem ?guerra declarada? após presidente do PL rebater lista de indicações produzida por Bolsonaro para as eleições 2026
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) têm apontado uma tentativa do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, de isolar o ex-presidente, preso em Brasília. A crise foi escancarada após a troca de farpas públicas entre Valdemar e o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente.
Carlos afirmou nas redes sociais que Bolsonaro prepara uma lista de apoios para o Senado, governos estaduais e outros cargos politicamente relevantes nas eleições de 2026. Logo após a fala, Valdemar rebateu, em entrevista ao Poder360, dizendo que o ex-presidente tem liberdade sobre indicações ao Senado, mas que as articulações estaduais ficariam a cargo da legenda.
Internamente, bolsonaristas avaliam a medida como uma forma de isolar Jair Bolsonaro das decisões eleitorais. Pessoas próximas do ex-chefe do Palácio do Planalto afirmam que Valdemar não precisaria ter rebatido a fala do “02” publicamente e que a declaração foi vista como uma “guerra declarada” entre o bolsonarismo e a direção nacional do partido.
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Bolsonaro está preso no Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, desde janeiro. Antes, o ex-presidente estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por participação na trama golpista.

Fotos: Beto Barata/ PL via Reuters
Aliados de Bolsonaro relataram à IstoÉ que Valdemar não delimitou limites à atuação política do ex-presidente. Eles lembram que o PL foi alavancado nas últimas eleições por conta da liderança de Bolsonaro. Há quem reforce que o próprio presidente da legenda teria dado carta-branca ao ex-chefe do Palácio do Planalto.
Apesar das críticas de alguns bolsonaristas mais próximos, outros negam qualquer desentendimento. Dois aliados apontaram à reportagem que já há um entendimento entre Bolsonaro e Valdemar sobre a divisão das indicações e a disposição dos cargos para as eleições de 2026.
Fonte: Com informações Revista IstoÉ
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