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No dia 23 de junho, foi celebrado o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, uma data dedicada a reconhecer e homenagear as mulheres que inegavelmente têm desempenhado papéis essenciais nessa área. Essa celebração não apenas destaca as realizações das engenheiras ao longo dos anos, mas também incentiva a próxima geração a seguir carreiras nessa área desafiadora, porém recompensadora.
Alzira Miranda, a engenheira de pesca, fez história ao ser eleita presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) para o triênio 2024-26. Ela é a primeira mulher a ocupar esse cargo no estado e também a primeira engenheira de pesca do Brasil a vencer a eleição para a presidência de um Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Com uma votação histórica de 2.017 votos, Alzira assumiu essa responsabilidade com compromisso e gratidão. Ela expressou sua dedicação à valorização e desenvolvimento dos profissionais da área. O Crea-AM inicia seu jubileu de ouro sob a liderança dessa nova presidente, simbolizando uma evolução na promoção da diversidade para a engenharia, agronomia e geociências.
Historicamente, as mulheres enfrentaram desafios significativos ao ingressar na engenharia. Estereótipos de gênero, discriminação no local de trabalho e falta de modelos femininos na área foram apenas algumas das barreiras enfrentadas. No entanto, aos poucos, esse cenário está se transformando.
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Foto: Reprodução
A eleição de Alzira Miranda como presidente do Crea-AM tem um impacto significativo para outras mulheres na engenharia. Aqui estão algumas maneiras pelas quais isso pode influenciar positivamente:
- Representatividade e Inspiração: Alzira se torna um exemplo inspirador para outras mulheres que desejam seguir carreiras na engenharia. Sua conquista demonstra que é possível alcançar posições de liderança, mesmo em áreas historicamente dominadas por homens.
- Quebra de Barreiras: Ao ocupar um cargo tradicionalmente masculino, Alzira ajuda a quebrar estereótipos de gênero e desafia as normas. Isso encoraja outras mulheres a se candidatarem a cargos de destaque e a superarem obstáculos.
- Networking e Apoio Mútuo: Como presidente, Alzira pode promover redes de apoio entre engenheiras, criando oportunidades para compartilhar conhecimento, experiências e recursos. Isso fortalece a comunidade e ajuda outras mulheres a avançarem em suas carreiras.
- Políticas Inclusivas: Alzira pode advogar por políticas inclusivas dentro do Crea-AM, como programas de mentoria para mulheres engenheiras, igualdade salarial e promoção da diversidade. Essas iniciativas beneficiam toda a comunidade profissional.
Em resumo, a eleição de Alzira Miranda é um marco importante para a representatividade feminina na engenharia e pode inspirar mudanças positivas em todo o setor.
A desigualdade salarial, a dificuldade em ocupar certos cargos e a falta de oportunidades também são desafios que as mulheres ainda enfrentam na engenharia. Apesar disso, é importante destacar que há grandes feitos realizados por engenheiras.

Foto: Mauro Pereira – Dicom
A trajetória das mulheres na engenharia é marcada por desafios e superações. No final do século XIX e início do século XX, eram poucas mulheres que tinham a oportunidade de cursar engenharia. Contudo, nomes como Elisa Leonida Zamfirescu, uma das primeiras mulheres a se formar em engenharia no mundo, e Emily Warren Roebling, que supervisionou a construção da Ponte do Brooklyn, marcaram a história das mulheres na engenharia. No Brasil, Enedina Alves Marques foi a primeira engenheira negra do país e a primeira mulher a se formar em engenharia no Paraná.
Além disso, engenheiras como Mary Jackson, Katherine Johnson e Dorothy Vaughan, da NASA, desempenharam papéis cruciais no sucesso das primeiras missões espaciais dos Estados Unidos. Ginni Romety, a primeira mulher a ocupar o cargo de CEO da IBM, também é um exemplo inspirador. Essas histórias mostram que as mulheres podem e devem ocupar espaços na engenharia, trazendo novas perspectivas.
No Brasil, 200 mil mulheres compõem o Sistema Confea/Crea e Mútua. Essas profissionais incluem engenheiras, agrônomas, meteorologistas, geógrafas, geólogas e outras áreas representadas no Sistema. Em 2019, apenas 12% das mulheres faziam parte dos plenários dos 27 Creas em todo o território nacional. No entanto, após as eleições de 2020, esse percentual subiu para 14%. É um avanço significativo, mas ainda há espaço para aumentar a representatividade feminina em cargos de liderança. Comparativamente, em empresas no Brasil, apenas 8,6% das mulheres ocupam cargos em conselhos, enquanto no Sistema Confea/Crea, o futuro parece mais promissor, com mulheres ocupando 58,8% dos postos de líder estadual titular e 64,7% dos de adjunto do Crea Júnior.
Apesar dessas conquistas, ainda existem desafios para as mulheres na engenharia, como a falta de representatividade. Atualmente, as mulheres representam apenas 20% do total de engenheiros cadastrados nos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (CREA’s). No entanto, a celebração do Dia Internacional das Mulheres na Engenharia nos lembra da importância de continuar avançando e apoiando as mulheres nessa área vital para o progresso da sociedade.
Parabéns a Alzira Miranda por sua conquista histórica como a primeira mulher a ser eleita presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM). Sua liderança representa um passo significativo para a promoção da diversidade e inspira outras mulheres a seguirem carreiras na engenharia. Vamos continuar apoiando e fortalecendo a representatividade feminina nesse campo essencial.
Vamos continuar trabalhando para alcançar maior equidade!
Fonte: Portal Mulher Amazônica
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