21 de Abril de 2026

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Política - 20/06/2024

Que este país se torne dono de sua arte e de seu futuro, diz Lula, no dia do cinema brasileiro

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Foto: Reprodução/Gov.com

No Dia do Cinema Brasileiro, Lula celebra investimento histórico no setor de audiovisual, "porque num país que não investe em cultura o povo não é povo. É massa de manobra"

“Um país que não investe na cultura na verdade não se transforma num país, o povo não é povo, é massa de manobra, porque a cultura politiza e refresca a cabeça das pessoas, é por isso que nós acreditamos muito e investimos na cultura”, destacou Lula, nesta quarta-feira (19/6), durante ato em homenagem ao Dia do Cinema Brasileiro, no Rio de Janeiro.

 

O presidente participou da solenidade ao lado da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, além de outras autoridades importantes para o setor e um grande elenco de artistas e ativistas da cultura nacional. Em seu discurso, Lula reafirmou o compromisso com a cultura no Brasil.

 

“No governo não faltará disposição para que a cultura se transforme numa indústria, não apenas de cultura, mas numa indústria para gerar oportunidade de desenvolvimento para milhões de pessoas que, através da cultura, poderão alcançar aquilo que talvez não alcançassem em outra atividade.”

 

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O presidente justificou, desse modo, o maior investimento de um governo no setor de audiovisual, de R$ 1,6 bilhão. No mesmo ato, ao lado da ministra da Cultura, Margareth Menezes, explicou o decreto presidencial destinado a regulamentar a cota nacional de exibições tanto nas salas quanto no sistema de vídeo por demanda (VoD, na sigla em inglês), que define o conteúdo exibido pelas plataformas de streaming."A gente tem condições de fazer uma regulamentação para que este País se torne soberano, dono do seu nariz, dono de sua arte e dono do seu futuro", disse Lula.

 

No evento, realizado no Estúdio 8 dos Estúdios Rio, na Barra da Tijuca, Margareth Menezes já havia observado que o Brasil é um dos maiores mercados consumidores de audiovisual do mundo, e que o setor é um importante gerador de empregos. "É muito importante que a gente consiga fazer com que o nosso povo consiga ver os filmes brasileiros", ressaltou Lula. "As coisas bobas que a gente faz e as coisas boas que a gente faz."

 

Os investimentos anunciados terão, portanto, o objetivo de fortalecer a presença do conteúdo brasileiro tanto no mercado interno quanto no mercado global. Por isso, produções do Brasil em parceria com estrangeiros vão receber o investimento de R$ 200 milhões — o maior já disponibilizado para esta ação, e que recebeu 476 projetos de 47 países.

 

 

 

Rodeado por um público crítico, Lula ponderou que espera a partir dos próximos meses "colher" os frutos das políticas públicas que estão sendo replantadas agora. E voltou a destacar que o atual governo encontrou uma política cultural destruída, "como se tivesse passado uma praga de gafanhotos". Disse que os primeiro 18 meses de mandato até agora foram de reconstrução.

 

"Temos dois anos e meio e vamos recolocar pedra sobre pedra. O Brasil precisa de uma chance, e de uma geração que acredita no seu pais."Durante o ato pelo Dia do Cinema Brasileiro, Lula falou de improviso, mas leu o início do discurso que havia sido preparado lembrando os 85 anos de Glauber Rocha, pioneiro do Cinema Novo, interrompido pelo golpe de 1964. O cineasta Toni Venturi, que morreu no dia 18 de maio, ativista do audiovisual, da cultura e da defesa da democracia, também foi homenageado. A atriz e também ativista Débora Duboc, viúva de Venturi, recebeu flores, abraços e aplausos ao ser anunciada pela atriz Camila Pitanga.

 

Compromisso

 

 

 

Logo no início do evento, Lula fez o descerramento da placa alusiva à inauguração do Estúdio 8. A ampliação dos Estúdios Rio é realizada no âmbito do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O projeto prevê a construção de oito novos estúdios e modernização de outros oito, resultando na implantação de um centro de produção de padrão internacional, além de propiciar a criação de 7.800 empregos (2.500 diretos e 6.300 indiretos).

 

O presidente do Sindicato da Indústria Audiovisual, Leonardo Edde, lembrou o impacto da produção audiovisual nacional. “A gente representa, hoje o audiovisual, em torno de 0,6% do PIB com mais de 330 mil empregos, pagando R$ 9 bilhões em impostos. Então todo que a gente tem, o nosso ecossistema econômico não só se paga como traz muitos recursos para o orçamento do governo”.

 

“A gente precisa olhar para as nossas produtoras, para os nossos projetos, para o cinema independente brasileiro. Os nossos produtos vão aonde o cinema vai”, destacou Leonardo Edde, ao reforçar que o futuro do cinema brasileiro depende do compromisso do Estado brasileiro com o setor.

 

Cota de tela

 

 

Fotos: Reprodução/Instagram

 

Lula assinou decreto que regulamenta a cota de tela em cinema, disposta na Lei nº 14.814/2024. A norma sancionada em janeiro recria a cota de exibição comercial de obras cinematográficas brasileiras, obrigatoriamente, até 31 de dezembro de 2033.

 

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O objetivo é promover a valorização do cinema nacional ao determinar que empresas, indústria cinematográfica e parque exibidor incluam e mantenham, no âmbito de sua programação, obras brasileiras de longa-metragem, observados o número mínimo de sessões e a diversidade dos títulos. 

 

Fonte: com informações Gov.com

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