No mercado, existem inúmeras opções de adoçantes para substituir o açúcar tradicional na dieta. Nutricionista explica qual é o mais saudável para o consumo
Para pessoas com diabetes, a substituição do açúcar tradicional por adoçantes tende a ser a melhor estratégia para manter os alimentos doces na dieta. Entre as opções, um dos adoçantes mais saudáveis para o consumo geral é a estévia, segundo Anna Taylor, nutricionista da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos.
Obtida a partir de uma planta nativa da América do Sul Stevia rebaudiana, a estévia é entendida como um tipo de adoçante natural. No entanto, este não é necessariamente o adoçante mais saudável para o consumo de todos os públicos. Afinal, todos aqueles aprovados pela Organização Mundial da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária são seguros para o consumo.
Diante da ampla variedade de tipos de adoçantes disponíveis no supermercado, o Canaltech entrevistou Márcia Terra, nutricionista e membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Nutrição e Alimentação.
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Diferenças entre adoçante natural e artificial
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Antes de seguirmos, é preciso fazer uma distinção sobre a imprecisa classificação de adoçantes naturais e artificiais. "Na verdade, todos os adoçantes são artificiais porque eles são sintetizados em laboratório, ou seja, são fabricados", explica a nutricionista Terra.
A diferença é que alguns deles têm algumas matérias-primas de origem natural, como a estévia que já mencionamos, o fruta-dos-monges extraído de um fruto e o xilitol proveniente da fibra de vegetais, como o milho. Enquanto isso, outros tipos de adoçantes são criados em laboratório, como ciclamato e sacarina. "A sucralose foi criada em laboratório, da modificação de uma molécula do açúcar de cana", comenta.
"Como natural é aquilo que não passou por processamento, neste caso, só o mel entraria nessa classificação. Não como adoçante intenso, mas com um tipo de açúcar", pontua Terra.
Qual adoçante é o mais saudável?

Apesar das pessoas gostarem de respostas simples e diretas, a nutricionista Terra explica que "não existe um [adoçante] mais saudável ou seguro que outro". Afinal, "todos os adoçantes aprovados pela OMS são seguros para consumo".
Nesse caso, é a pessoa que deve escolher o adoçante que mais agrada ao seu paladar e, de preferência, com a orientação de um profissional da saúde, caso tenha alguma recomendação médica.
A seguir, confira uma breve lista de adoçantes aprovados pelas autoridades de saúde:
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Sorbitol
Neotame
Sacarina
Aspartame
Estévia
Sucralose
Acessulfame de potássio
Taumatina
Xilitol
Eritritol
Adoçantes para diabéticos
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Para a OMS, adoçantes sem açúcar não devem ser usados por pessoas que buscam perder peso através de dietas e nem para aquelas que usam o adoçante como forma de reduzir o risco de doenças não transmissíveis. Por outro lado, este tipo de produto segue altamente recomendado para quem tem diabetes.
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"Os diabéticos não devem trocar os adoçantes por nenhum açúcar, mel ou açúcar de coco. Esses açúcares aumentam o [nível de] açúcar no sangue das pessoas diabéticas, ao contrário dos adoçantes".
Fonte: com informações do Portal Terra
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