As semelhanças são muitas, mas cada uma incomoda a sua maneira. Saiba qual a diferença entre micose e frieira
Para quem pratica algum esporte ou dança, elas são relativamente comuns. Mas não se tornam menos incômodas por isso. A micose e a frieira são problemas que podem acometer qualquer pessoa, em qualquer período do ano. O resultado são danos terríveis à saúde dos pés e das unhas. Afinal, existe alguma diferença entre elas?
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) define as micoses como "infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. São particularmente frequentes nos trópicos, onde existem condições ideais de calor e umidade, necessárias para o desenvolvimento dos fungos1".
Da mesma forma, a frieira também surge através da micose. Aliás, as duas infecções acontecem por fungos, especialmente devido ao calor e umidade na região dos pés.
Micose ou frieira: qual a diferença?
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O dermatologista Dr. Bruno Vargas explica que a micose é uma doença silenciosa que pode dificultar o diagnóstico. Novamente similar, a frieira também surge de forma sutil. "Não existe um perfil específico da população que pode vir a desenvolver a doença, tanto um jovem ou um paciente com idade avançada podem contrair micose ou frieira. Por isso, é importante conhecer mais sobre ambas", comenta.
Ele acrescenta que as regiões mais atingidas geralmente contribuem para agravar o problema. "Hoje em dia são raros os pacientes que prestam atenção nessas regiões que ficam mais escondidas. É só quando a micose já se instalou, interferindo na coloração ou na espessura da unha ou quando a coceira nos pés chegou a um nível crítico, que o paciente toma consciência de que possui um problema a ser resolvido", destaca o médico.
Portanto, alguns sinais devem ser observados constantemente. "No caso da micose, por exemplo, são comuns o descolamento da unha, manchas e riscas nas extremidades e a aparência mais grossa e espessa. Já a frieira é muito conhecida pela coceira na região afetada. O famoso 'pé de atleta' incomoda bastante e pode provocar fissuras, inchaço, ardor local e mau cheiro. Por isso, é fundamental cuidar com carinho dos pés e unhas", alerta o especialista.

Tratamento

Fotos: Reprodução
As frieiras podem ou não passar rapidamente. Isto é, podem ser agudas ou crônicas, respectivamente. Apesar de ser comum, as frieiras devem ser levadas a sério, já que a coceira intensa pode levar às fissuras e entradas de bactérias, agravando a saúde do paciente.
Já a duração do tratamento, em casos de micoses, depende principalmente da gravidade. "Em média consideramos de 6 meses até 1 ano de tratamento ou mais. A boa notícia é que hoje os antifúngicos estão disponíveis em diversos formatos para otimizar o tempo de resposta ao tratamento", pontua o especialista. De toda forma, é fundamental consultar um dermatologista para avaliar o caso e indicar a melhor solução.
Fonte: com informações do Portal Terra
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