Proposta em análise na Câmara amplia o benefício para familiares que assumirem a guarda da criança; hoje, regra prioriza cônjuge ou companheiro
Um Projeto de Lei prevê a ampliação do salário-maternidade para avós, bisavós e irmãos com mais de 18 anos que assumirem a responsabilidade por uma criança após a morte da mãe. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados e busca adaptar a legislação à realidade de famílias brasileiras, especialmente as monoparentais.
Atualmente, a legislação permite a transferência do benefício apenas ao cônjuge ou companheiro sobrevivente. Com a mudança, o direito poderá ser estendido a outros familiares próximos, desde que tenham a guarda, tutela ou curatela reconhecida judicialmente.
Pelo texto, o pagamento seguirá o período restante a que a mãe teria direito originalmente. O benefício não poderá ser acumulado: apenas um responsável poderá recebê-lo. O valor deverá ser depositado, preferencialmente, em conta bancária do titular da guarda da criança.
Veja também
.jpeg)
Investimentos vão impulsionar potencial de produção que estava subutilizado, diz Lula
Ministro Gilmar Mendes critica Mendonça ao votar por prisão de Vorcaro

De acordo com o autor da proposta, deputado Duda Ramos (MDB-RR), a ausência de previsão legal específica tem gerado insegurança jurídica e dificultado o acesso ao benefício em situações de vulnerabilidade. “A falta de previsão legal expressa dificulta o acesso ao benefício, obrigando familiares a recorrerem à Justiça”, afirmou.

Fotos: ReproduçãoGoogle
Segundo o parlamentar, é comum que, na ausência da mãe e de um cônjuge, a responsabilidade pela criança recaia imediatamente sobre avós ou irmãos mais velhos. A proposta busca garantir proteção financeira ao recém-nascido nesse momento crítico, evitando burocracia e assegurando condições mínimas de subsistência.
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, ainda precisa ser aprovado pela Câmara e senado
Fonte: com informações do Correio Braziliense
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.