17 de Abril de 2026

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Saúde da Mulher - 07/04/2026

Profissionais da prefeitura enfatizam importância do pré-natal para saúde de futuras mães e bebês

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Foto: Reprodução/Google

?Esse acompanhamento tem como objetivo a redução da morbidade e da mortalidade materna, fetal, neonatal e infantil?, pontua a servidora.

A gestação de uma nova vida é um momento especial e delicado, que demanda cuidados constantes para assegurar o bem-estar da futura mãe e o desenvolvimento saudável do bebê. Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), da Prefeitura de Manaus, enfatizam a importância do pré-natal para a detecção precoce de doenças como diabetes, síndrome hipertensiva na gestação e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), e a prevenção de complicações na gravidez, parto e puerpério.

 

A técnica da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher, enfermeira Gerda Costa, relata que o pré-natal na Atenção Primária à Saúde (APS) inclui consultas com médicos e enfermeiros, exames e outros procedimentos voltados à saúde da gestante e ao desenvolvimento regular do feto. “Esse acompanhamento tem como objetivo a redução da morbidade e da mortalidade materna, fetal, neonatal e infantil”, pontua a servidora.

 

A recomendação às gestantes é iniciar o pré-natal até a 12ª semana, permitindo a atenção oportuna a condições capazes de afetar a saúde da mulher e da criança. “Essa fase é crucial, por exemplo, para fazer a suplementação de ácido fólico na dieta materna, micronutriente essencial na formação do sistema nervoso do bebê, e para prevenir a transmissão de doenças, como ISTs, da mãe para a criança”, diz Gerda.

 

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A enfermeira destaca a consulta inicial como uma das mais importantes do pré-natal, pois nela o profissional de saúde coleta dados essenciais da gestante, como histórico médico, familiar e estilo de vida, e conduz uma avaliação física completa para aferir a situação da mãe e do feto.

 

Também nesse atendimento é feita a estratificação inicial da gestação entre baixo, moderado ou alto risco, a partir da detecção de doenças ou condições de risco que possam levar a um desfecho desfavorável. Essa classificação, relata Gerda, direciona a conduta da equipe de saúde, indicando a necessidade de se encaminhar ou não a gestante a um Ambulatório de Gestação e Puerpério de Alto Risco (Agpar), habilitado para atendimentos de maior complexidade. “Mas nós, da atenção primária, não largamos a mão dessa gestante. Ela fica em acompanhamento compartilhado conosco e com as equipes da Atenção Especializada”, enfatiza a técnica da Semsa.

 

Além da avaliação física regular, o pré-natal na atenção primária inclui exames diversos para aferir riscos à saúde materna e fetal. Entre eles, exames para rastreio do diabetes mellitus gestacional; testes para detecção de sífilis, HIV, hepatite B e C, que podem ser transmitidas da mãe para o bebê; e da toxoplasmose, que também traz risco para a gestação. O Ministério da Saúde recomenda ainda um ultrassom obstétrico, exame também ofertado na rede municipal, via Sistema de Regulação (Sisreg).

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

As gestantes acompanhadas na rede básica têm ainda suplementação de micronutrientes essenciais. Segundo Gerda, além do ácido fólico, ofertado até a 12ª semana da gestação, são suplementados o sulfato ferroso, durante toda a gravidez até três meses após o parto, para prevenção de anemia; e o cálcio, a partir da 12ª semana. “As grávidas com risco maior para pré-eclâmpsia fazem também uso de um comprimido diário de ácido acetilsalicílico, o AAS, para prevenir a complicação, juntamente com o cálcio”, informa a técnica.

 

A vacinação é outro cuidado básico durante a gravidez. O calendário da gestante, relata Gerda, inclui as vacinas dupla bacteriana adulto (dT), contra difteria e tétano, com três doses; a dTPa, que acresce proteção contra coqueluche, com uma dose a cada gestação, podendo complementar o esquema da dT; e hepatite B, com três doses. “Ela deve receber ainda as vacinas contra influenza e Covid-19, com uma dose, cada, em toda gestação, e contra o vírus sincicial respiratório, o VSR, essa incluída mais recentemente pelo Ministério da Saúde, para prevenção da bronquiolite do bebê”, explica.

 

Cuidado intersetorial

 

E a atenção pré-natal não se resume à saúde da mulher e da criança. Exemplo é o chamado pré-natal do parceiro: a estratégia lançada há dez anos pelo SUS, como parte da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, reforça o papel das parcerias no cuidado familiar e prevê a oferta de acompanhamento do calendário vacinal, realização de testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites, exames de colesterol e glicemia, entre outros serviços de saúde.

 

Já o pré-natal odontológico fortalece a saúde bucal materna e infantil. Conforme a técnica da Gerência de Saúde Bucal da Semsa, cirurgiã-dentista Kátia Felizardo, o acompanhamento inclui avaliação de saúde bucal e tratamento odontológico da gestante, quando necessário, e ainda educação em saúde bucal, ensinando a futura mãe como fazer a escovação no bebê e destacando a importância do acompanhamento odontológico nos primeiros meses de vida da criança.

 

“Buscamos promover a melhoria da saúde bucal da gestante e também orientá-la sobre como cuidar do bebê, quando ele vier a nascer, para que não tenha problemas com cáries e outras doenças bucais”, aponta a cirurgiã-dentista. De acordo com a avaliação global realizada no pré-natal, a gestante pode ainda ser encaminhada para atendimento com nutricionista, psicólogo e outros integrantes das equipes multiprofissionais (eMulti) da Semsa. Outro momento relevante durante o pré-natal é a visita de vinculação da gestante à maternidade. Nessa atividade, a usuária poderá não só conhecer a unidade materno-infantil por dentro, mas conversar com as equipes de saúde e tirar dúvidas, por exemplo, sobre os sinais do trabalho de parto ativo e o momento certo de ir para a maternidade.

 

“Os profissionais ainda vão informar a gestante sobre o direito dela a um acompanhante de livre escolha, sobre os documentos necessários para o registro civil de nascimento do bebê, entre outros assuntos”, antecipa Gerda Costa. Conforme a enfermeira, para a atenção primária, o acompanhamento pré-natal termina não com o parto, mas com a consulta puerperal, que deve ocorrer até sete dias após o nascimento do bebê. “Essa consulta faz parte do acompanhamento no ciclo gravídico-puerperal, e com ela nós encerramos efetivamente o pré-natal daquela usuária”.

 
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Gestação em grupos

 

Além do pré-natal, outra estratégia de cuidado e apoio a mães e futuras mães na atenção primária são os grupos de gestantes. As formações são coordenadas pelas equipes de saúde das unidades básicas, em formato presencial ou baseada em aplicativo de mensagens, e têm foco na educação em saúde. “Nesses grupos, as equipes de saúde trazem informações e temas que vão ajudar as usuárias e suas parcerias a navegar, por assim dizer, no período da gestação e puerpério, e também no cuidado com o bebê”, relata Gerda Costa. Os assuntos abordados nos grupos, cita a enfermeira, incluem amamentação, alimentação saudável para gestantes e nutrizes, violência obstétrica, pré-natal do parceiro, infecções sexualmente transmissíveis, direitos das gestantes, entre outros.

 

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