09 de Maio de 2026

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Geral - 02/05/2024

Procuradoria-Geral da República luta pelo restabelecimento da condenação dos réus da tragédia da Boate Kiss

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Foto: Reprodução/Google

Para Procuradoria-Geral, tribunal do júri observou a lei ? e anulação representou 'crudelíssima renovação das dores das vítimas e sobreviventes'. Incêndio matou 242 pessoas em 2013.

Em um capítulo emocionalmente carregado da busca por justiça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ergue a bandeira da verdade e da responsabilidade. Nesta quinta-feira, 2, o coração do debate judicial é inflamado mais uma vez com a demanda ardente da PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF) para restaurar a condenação de quatro réus no caso da devastadora tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria (RS).

 

A PGR, em um gesto de determinação inabalável, destaca que as nulidades apontadas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, durante a análise do caso pelo tribunal do júri, não apenas carecem de substância prejudicial aos acusados, mas também foram erguidas pelas defesas fora dos limites temporais legais, um ato de desespero em face da justiça inclemente.

 

Para a subprocuradora Cláudia Sampaio Marques, as defesas clamam por violações constitucionais que, na essência, não têm solo firme. "É imperativo reconhecer que a anulação do julgamento de crimes ocorridos há mais de uma década, de que resultaram a morte trágica de mais de 240 pessoas, representa inegavelmente a despropositada e crudelíssima renovação das dores infligidas a quem sobreviveu da tragédia e às famílias das centenas de vítimas fatais", escreveu ela, ecoando a angústia persistente que permeia as vidas dos afetados por esta calamidade.

 

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O incêndio que consumiu a casa de shows em janeiro de 2013 ceifou 242 vidas e deixou outras 636 feridas, marcando para sempre as vidas daqueles que sobreviveram e das famílias que perderam seus entes queridos naquela fatídica noite.

 

Em dezembro de 2021, o tribunal do júri emitiu suas sentenças, lançando luz sobre a escuridão que envolveu esta tragédia:

- Elissandro Callegaro Spohr foi condenado a 22 anos e seis meses de reclusão;


- Mauro Londero Hoffmann recebeu uma pena de 19 anos e seis meses;


- Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão foram ambos sentenciados a 18 anos.


Entretanto, as esperanças de justiça foram posteriormente obscurecidas quando o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anulou o julgamento, baseando-se em quatro motivos principais: irregularidades na escolha dos jurados, reunião reservada entre o juiz e os jurados sem a participação das partes, ilegalidades na formulação dos quesitos e suposta mudança da acusação durante a réplica.

 

Em setembro de 2023, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a anulação da condenação proferida pelo tribunal do júri, prolongando a angústia das vítimas e de seus familiares.

 

Contudo, a batalha por justiça não cessou. Em fevereiro, o ministro Dias Toffoli, sensível à dor e à luta das vítimas, suspendeu o novo júri dos réus, reconhecendo a possível divergência com a jurisprudência do STF e a natureza constitucional da questão, encaminhando-a, assim, à Suprema Corte.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

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Com o Ministério Público do Rio Grande do Sul e a PGR unindo forças em um apelo emocionalmente carregado, o Supremo Tribunal Federal é agora a última linha de defesa para aqueles que clamam por justiça, por responsabilidade e por uma medida final que traga algum alívio para as feridas ainda abertas pela tragédia da Boate Kiss.


Fonte: com informações do G1

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