19 de Abril de 2026

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Política - 24/11/2025

Prisão de Bolsonaro expõe limite político do bolsonarismo

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Foto: Reprodução/Google

Detenção do ex-presidente encerra tentativa de ruptura democrática, envidencia enfraquecimento de sua base de apoio e reforça resiliência das instituições democráticas brasileiras.

Jair Bolsonaro foi preso. E, ao contrário do que previam forças políticas aliadas do ex-presidente, não houve clamor popular de massa nas ruas, as tarifas e sanções impostas pelos Estados Unidos como forma de pressão ao Judiciário brasileiro não deram resultado e o ambiente político em Brasília não efervesceu.

 

O contraste entre o futuro do subjuntivo, que projeta o campo da hipótese, e a realidade demonstra não só a resiliência das instituições do país, mas também uma nova fase do bolsonarismo, cada dia mais isolado, e que encontrou limites na forma de atuação política após perder respaldo popular, segundo especialistas.

 

Para o cientista político e professor da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), Eduardo Grin, a falta de mobilização popular de grupos-chave do bolsonarismo, como evangélicos, parte do agronegócio e a chamada bancada da bala, por exemplo, somada aos interesses partidário do “Centrão”, mostra que o bolsonarismo se isolou ao priorizar a defesa de Bolsonaro em detrimento de um projeto eleitoral.

 

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“Essa ideia de uma pauta única em favor de anistia [a Jair Bolsonaro] vai acabando e tensiona a relação com outras forças políticas da direita tradicional ou com partidos de centro, que, na medida em que as eleições se aproximam, começam a perceber que essa é uma pauta tóxica, sobretudo no momento em que, a cada dia que passa, o bolsonarismo se mostra mais radicalizado, mais incapaz de fazer avanços para o centro e se transformando cada vez mais num agrupamento político isolado, com erros estratégicos muito fortes”, diz.

 

Futuro político pode ser mais radical

 

Fotos: Reprodução/Google

 


Forças políticas da direita tradicional e do centro buscam um candidato alternativo à família Bolsonaro. Diversos governadores têm se cacifado para representar uma direita que apoia Bolsonaro, mas menos vinculada a ele. Enquanto isso, sobra ao bolsonarismo um discurso cada vez mais radical, como forma de se aproximar de ícones internacionais da ultradireita, como Javier Milei, na Argentina, Viktor Orbán, na Hungria, e mesmo Donald Trump, nos Estados Unidos.

 

“Acho que em termos de identidade nós talvez venhamos a ter uma extrema direita muito mais antissistema, radicalizada, apostando que é possível ter, como de fato existe no Brasil, um contingente nada desprezível de eleitores que são antissistema, anti-instituições políticas, anti-STF, são antidemocráticas”, afirma Eduardo Grin.

 
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Para o cientista político, esse cenário pode se traduzir na tentativa de o bolsonarismo lançar um representante da família Bolsonaro à disputa pelo Planalto, à despeito dos apelos de alguns membros do Centrão. O nome mais provável seria o do senador Flávio Bolsonaro, que se tornou figura central desde que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, passou a viver nos EUA. “O vídeo dele convocando ontem a vigília, para mim, já é uma manifestação de campanha com muito apelo religioso. O bolsonarismo sempre teve essa coisa de pátria, família e Deus”, diz. 

 

Fonte: com informações IstoÉ

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